O fogo e a coragem de brilhar

Hoje é um dia muito especial para o blog. É a chegada de um novo parceiro!

Nicolai Cursino é consultor, treinador e palestrante respeitado no mundo todo em PNL, Eneagrama, Coaching, Hipnose… Meu professor na jornada e meu amigo de alma.

O texto presenteado hoje trata da coragem. Enquanto eu iniciava essa introdução, recebi de outro amigo um trecho do Eduardo Galeano que reflete lindamente sobre isso também:

“O mundo é um montão de gente, um mar de foguinhos. Não existem dois fogos iguais. Cada pessoa brilha com sua luz própria entre todas as outras. Existem fogos grandes, fogos pequenos e fogos de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem fica sabendo do vento. E existe gente de fogo louco, que enche o ar de faíscas. Alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam. Mas outros… ardem a vida com tanta vontade que não se pode olhá-los sem pestanejar. E quem se aproxima, se incendeia”.

À beira do precipício

ni2por Nicolai Cursino

Como escreveu o poeta francês Guillaume Apollinaire…

“Venham para a beira.”
“Não podemos. Temos medo.”
“Venham para a beira.”
“Não podemos. Vamos cair!”
“Venham para a beira.”
E eles foram.
E ele os empurrou.
E eles voaram.
Venham. Vamos, voar juntos.”

Há algum tempo que me inspiro nos versos acima nos momentos de indecisão.

Tenho passado por muitas situações onde as perguntas “Devo arriscar? Devemos dar esse passo?” se colocam à minha frente, e cada uma das vezes, a mesma sensação de escuridão aparece, e a cabeça recua.

E em um instante outras centenas de perguntas: “Como posso ter certeza de que isso vai dar certo? Não estamos arriscando tudo que já conseguimos? E se perdermos dinheiro, e nossa vida ficar mais difícil? E se o buraco for grande demais? Poderá nos engolir?

E mesmo que a cabeça recue, o coração avança. Agir pelo coração, coragem (coeur = coração, age = ação), é também não ouvir seus próprios pensamentos, quando não te levam ao caminho mais alto. É preciso saber distinguir a voz interna que critica e paralisa (inner critic) da voz interna que orienta e encoraja (inner coach).

E então eu me lembro que a beira do precipício é também o melhor lugar para começar um grande vôo. E é onde a vista é mais bonita.

Essa é uma visão que costumo compartilhar incessantemente com meus clientes de Coaching. Todos eles, em vários momentos do processo de transformarem suas vidas, suas profissões, seus relacionamentos, se vêem à beira de seus próprios precipícios.

Todos nós nascemos para voar, sem exceção, mas só descobrem isso aqueles que se jogam no ar.

Tenho acompanhado pessoas que estão há muitos anos sentadas à beira, pensando, lendo, conversando, medindo o tamanho do buraco, a velocidade do vento, e simplesmente não voam.

Outros novatos vieram correndo e se atiraram, sem mesmo esperar suas asas crescerem, e fizeram um grande estrago. Alguns até hoje pensam que voar é impossível, pois somos mais pesados que o ar.

Quais são os precipícios da sua vida hoje?

Uma mudança de carreira, de empresa, de país? Um novo relacionamento amoroso, uma nova amizade? Um novo estilo de vida, um novo compromisso, um filho?

Você o consegue ver? Está ainda no pé da montanha, parado pensando ou no alto, preparado para voar?

Seja como estiver, preste bastante atenção ao seu redor. Fique atento se alguém se aproximar de você.

Pois se eu estiver passando por aí, eu vou te empurrar.

E depois não diga que eu não avisei!

Publicado em: Portal Carreira & Sucesso
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O feito é melhor que o perfeito

Suzane
*Suzane Jales é colaboradora do blog, companheira de missão de vida e amiga de alma.

Há dias venho fazendo um curso sobre empreendedorismo digital que considero importantíssimo. A velocidade com que praticamente tudo acontece na internet me fascina e eu já estava me considerando “ultrapassada” nessa área. O curso, claro, é quase todo online… E eu fico imaginando o quanto a gente pode se desenvolver por conta dessas facilidades.

Mas o que quero dividir hoje com vocês é algo sempre repetido pelo meu professor, Érico Rocha – uma das frases que está estampada na parede do Facebook: “O feito é melhor que o perfeito”.

Vocês não têm noção do efeito que uma frase como essa provoca em alguém perfeccionista. Sei disso porque já fui muito assim… E eu dizia isso com um orgulho danado: “Eu sou perfeccionista!”. Por muito tempo, por exemplo, eu até definia meu trabalho como “a busca da excelência humana”.

É que, para minha geração, o erro era como um atestado de incompetência.

Com o tempo, fui vendo as coisas de modo diferente… Entendi, por exemplo, que só se aprende a fazer, fazendo… Então, o erro faz parte do aprendizado. E isso partiu dos ensinamentos de outro grande mestre com quem estudei – Stephen Paul Adler – que costuma dizer: “Nós somos perfeitamente imperfeitos”.

Dar o melhor de si, mas não se cobrar a perfeição tem sido um longo aprendizado para mim. Tive que romper muitos conceitos antigos até entender isso.

Mas, ainda assim, a frase dita por Érico Rocha me pegou de surpresa e fui digerindo-a devagar… Aí eu lembrei-me de quantas vezes eu deixei de fazer algo porque achava que ainda não estava bom… De quantas mudanças foram proteladas porque era melhor esperar ter mais grana… De quantas viagens não foram feitas porque eu não havia me preparado “o suficiente”… De quantas ideias foram perdidas porque ainda não estavam completas…

Então, entendi tudo: uma pessoa que está em busca da perfeição, termina não realizando porque sempre acha que falta “algo” pra estar ok.

E quer saber? Foi um alívio entender isso. É como se eu tivesse tirado um peso enorme das minhas costas. Ufffa!

E você, também tem adiado o que tem por fazer esperando a melhor hora, ter grana, ter tempo, ter um planejamento mais completo, etc. etc. etc.?

Ah, e para quem ficou curioso, as outras duas frases na parede do Facebook têm a seguinte tradução: O que você faria se não estivesse com medo? e Faça rápido e quebre coisas (ou regras):

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Data marcada

Preparada? Segura no equipamento… Vambora!!!

salto corte

Sou uma pessoa com fortes tendências a criar expectativas. Minha autoconsciência e um trabalho intenso e contínuo de desenvolvimento pessoal me ajudam a segurar os pés nos chão, mesmo que a mente fique boa parte do dia nas nuvens.

Não foi diferente com o meu primeiro salto de paraquedas. Fantasiei muito. Imaginei como seria entrar no avião, se me passaria pela cabeça desistir lá no alto, como seria sair pela porta a 10 mil pés… mas no meio de tanta ansiedade eu sentia uma certeza: o salto mudaria a minha vida.

Não vou entrar no clichê de que é preciso ter coragem e nem aconselhar ninguém a fazer o mesmo. Cada um é que deve saber bem dos seus sonhos e planos.

O divisor de águas para mim foi tirar esse meu sonho do plano e marcar uma data para ele. Sinto vontade de saltar há anos, nem sei quantos. E, por algum motivo, nunca dava. Era um amigo que desistia, um compromisso ou uma viagem que surgia, a espera de um preço promocional ou algo do tipo. Quando parei para pensar nas dezenas de desculpas, assumi a responsabilidade de ir, mesmo que sozinha.

Foi no domingo passado. Não tive medo. Mesmo. A vontade era tão grande que encobria qualquer outra coisa. Experimentei a melhor sensação da minha vida na queda livre. E quando cheguei ao solo comecei a chorar um choro que vinha de um lugar muito profundo. Eu ainda não sei exatamente de onde e nem mesmo o porquê da intensidade daquela emoção, mas o que a minha racionalidade conseguiu traduzir até agora foi: a linha que divide um sonho da realidade é apenas uma data marcada.

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Nossa Odisseia

up
Tenho o privilégio de encontrar em meu caminho pessoas iluminadas. E cada vez tenho encontrado mais. Uma das mais brilhantes é a Suzane Jales, piauiense com mais de 12 mil profissões no currículo.
É ela quem inaugura com as melhores vibrações possíveis as postagens de colaboradores neste blog. Aproveito para expressar aqui, Suzane, minha enorme admiração e gratidão.

Nossa Odisseia

Suzane
Concluí meu curso de PNL Master, pela Iluminatta Brasil, olhando para dentro de mim e vi como é saudável a gente fazer mudanças em nível de identidade.

Revendo os dias de curso, lembrei que, na verdade, nós gostamos de saber que ainda existem heróis e até classificamos assim as pessoas que fazem algo diferente do que está posto como normal – atos heroicos. Mas, raramente, fazemos uma alegoria de como nossa vida também é uma Odisseia: nossa própria viagem pela vida.

Vamos fazer uma simulação? Pense se você já não passou por algo assim: vivia uma vida de maneira tranquila até determinado momento, quando a rotina foi quebrada por algo inesperado. É como se recebesse uma espécie de “chamado”: algo não estava bom e precisava ser mexido… Quem já mudou de emprego, carreira, cidade ou estado civil, por exemplo, sabe bem o que é isso…

No início, quase sempre nos recusamos a enfrentar a mudança, mas um conselho de alguém mais experiente, recebido na hora certa, faz-nos entender que cabe a nós sair da zona de conforto e partir para enfrentar o nosso “dragão”. E quando tomamos essa decisão, atravessamos uma espécie de “portal”: a partir daí não dá para voltar atrás…

No caminho que se abre à nossa frente, enfrentamos desafios que nos derrubam mas, nos tornam mais fortes, pouco a pouco, e nos preparam para novas batalhas. Encontramos também aliados (inclusive de coaches, psicólogos ou terapeutas) que o próprio universo nos manda, na hora que mais necessitamos… E, com a ajuda desses amigos, aproximamo-nos das provações máximas – tipo aquele fundo do poço que muitas vezes passamos, lembra?

Aí, usando todos os recursos de que dispomos e contando com o apoio de parceiros, vencemos e conquistamos nosso objetivo depois de muita luta.

Vitoriosos, preparamo-nos para retornar a serenidade de nosso lar ou do nosso mundo anterior. Entretanto, fomos transformados pela própria jornada e já não somos mais os mesmos. E nos sentimos, muitas vezes, prontos para novas batalhas: já não nos contentamos com pouco se sabemos que podemos ter bem mais!

É assim que nossa vida acontece… E, como nos questionou nosso mestre Nicolai Cursino: “Não seria interessante vê-la como uma grande aventura?”.

jornada do heroi

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O poder da escolha

escolha

Nesta semana, tomei uma decisão muito importante. E, como é comum sempre que temos grandes escolhas a fazer, tive medo. Medo de errar, medo de me arrepender. Mesmo a decisão já estando tomada – racional e emocionalmente –, no caminho até a sua concretização, estava aflita.

Sempre levo um livro na minha bolsa para aproveitar o tempo ocioso. O que escolhi para esse dia foi uma das melhores companhias para momento: A tríade do tempo, do Christian Barbosa. Abri, coincidentemente, numa parte chamada “O poder da escolha”, que fala de como é bom termos a oportunidade do livre arbítrio.
Transcrevo aqui uma das citações do livro:

A escolha é sua

Você pode escolher entre curtir ser quem você é ou viver infeliz por não ser quem gostaria.

Você pode escolher entre assumir a sua individualidade ou sempre procurar ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode escolher entre se divertir ou dizer em tom amargo que já passou da idade e que essas coisas são fúteis e nada têm a ver com você

Você pode escolher entre amar incondicionalmente ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode escolher entre ouvir seu coração ou agir apenas racionalmente, analisando a vida antes de vivê-la.

Você pode escolher entre deixar tudo como está para ver como é que fica ou realizar as mudanças que o mundo exige.

Você pode escolher entre deixar-se paralisar pelo medo ou agir com o pouco que tem e muita vontade de vencer.

Você pode escolher entre amaldiçoar sua sorte ou encarar a grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode escolher entre achar culpados e desculpas para tudo ou encarar que é você quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher entre traçar seu destino ou continuar acreditando que ele já estava escrito e não há nada a fazer.

Você pode escolher entre viver o presente ou ficar preso a um passado que já se foi e a um futuro que ainda não veio.

Você pode escolher entre melhorar tudo o que está à sua volta e a si próprio ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar

Você pode escolher entre continuar escravo da preguiça ou tomar a atitude necessária para concretizar seu plano de vida.

Você pode escolher entre aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo.

Você pode escolher entre ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua…

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“A vida é muito curta para ser pequena”

Fiquei encantada com a beleza do filme/documentário Eu maior, disponível gratuitamente para download e visualização em alta definição desde o seu lançamento. Vale muitíssimo a pena investir um momento do seu dia para assisti-lo. Segue uma palhinha das reflexões:

“…se a felicidade tivesse um som, seria o silêncio…”

“…durante a crise, tudo aquilo que não é substancial cai. E fica só a substância. Então, a dor está a serviço de um complexo muito mais vasto…”

…a tristeza é uma emoção natural importante porque ela nos ajuda a deixar morrer. Pra poder renascer. O problema é que todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer…”

“…as emoções em nós são muito rápidas, instantâneas. O resto é memória. Quando nós seguramos algo, nos limitamos. E nós tendemos a segurar a dor, o sofrimento…”

“…se nós causamos o nosso próprio sofrimento por ignorância, sem o autoconhecimento, como vamos nos libertar?…”

“…a dúvida é um grande presente. O que importa é o querer saber, não o saber tudo…”

“…as pessoas estão sempre transferindo a felicidade para a próxima estação. Por isso, não são felizes…”

“…as duas maiores perguntas: Quem é Deus? Qual é a minha essência? Quem sabe, no fim, a gente descubra que a essência do ser é Deus…”

“…a vida é muito curta para ser pequena…”

Baixe o filme clicando aqui.

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Os 5 maiores arrependimentos dos pacientes terminais

Começo esse post com três perguntas:

1. O que você mais valoriza na vida?
2. O que você mais gosta de fazer?
3. Como você ultimamente vem aproveitando as duas respostas às perguntas acima?

pulo recorte

O livro “The top five regrets of the dying”, escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte, traz uma série de questões interessantes. Algumas são bastante óbvias, mas nos fazem pensar em como estamos agindo. Vale sempre nos perguntarmos em nossas atividades: Para que estou fazendo isso? Para quem?

Os 5 maiores arrependimentos

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Leia o artigo completo aqui

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