O poder da escolha

escolha

Nesta semana, tomei uma decisão muito importante. E, como é comum sempre que temos grandes escolhas a fazer, tive medo. Medo de errar, medo de me arrepender. Mesmo a decisão já estando tomada – racional e emocionalmente –, no caminho até a sua concretização, estava aflita.

Sempre levo um livro na minha bolsa para aproveitar o tempo ocioso. O que escolhi para esse dia foi uma das melhores companhias para momento: A tríade do tempo, do Christian Barbosa. Abri, coincidentemente, numa parte chamada “O poder da escolha”, que fala de como é bom termos a oportunidade do livre arbítrio.
Transcrevo aqui uma das citações do livro:

A escolha é sua

Você pode escolher entre curtir ser quem você é ou viver infeliz por não ser quem gostaria.

Você pode escolher entre assumir a sua individualidade ou sempre procurar ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode escolher entre se divertir ou dizer em tom amargo que já passou da idade e que essas coisas são fúteis e nada têm a ver com você

Você pode escolher entre amar incondicionalmente ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode escolher entre ouvir seu coração ou agir apenas racionalmente, analisando a vida antes de vivê-la.

Você pode escolher entre deixar tudo como está para ver como é que fica ou realizar as mudanças que o mundo exige.

Você pode escolher entre deixar-se paralisar pelo medo ou agir com o pouco que tem e muita vontade de vencer.

Você pode escolher entre amaldiçoar sua sorte ou encarar a grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode escolher entre achar culpados e desculpas para tudo ou encarar que é você quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher entre traçar seu destino ou continuar acreditando que ele já estava escrito e não há nada a fazer.

Você pode escolher entre viver o presente ou ficar preso a um passado que já se foi e a um futuro que ainda não veio.

Você pode escolher entre melhorar tudo o que está à sua volta e a si próprio ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar

Você pode escolher entre continuar escravo da preguiça ou tomar a atitude necessária para concretizar seu plano de vida.

Você pode escolher entre aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo.

Você pode escolher entre ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua…

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“A vida é muito curta para ser pequena”

Fiquei encantada com a beleza do filme/documentário Eu maior, disponível gratuitamente para download e visualização em alta definição desde o seu lançamento. Vale muitíssimo a pena investir um momento do seu dia para assisti-lo. Segue uma palhinha das reflexões:

“…se a felicidade tivesse um som, seria o silêncio…”

“…durante a crise, tudo aquilo que não é substancial cai. E fica só a substância. Então, a dor está a serviço de um complexo muito mais vasto…”

…a tristeza é uma emoção natural importante porque ela nos ajuda a deixar morrer. Pra poder renascer. O problema é que todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer…”

“…as emoções em nós são muito rápidas, instantâneas. O resto é memória. Quando nós seguramos algo, nos limitamos. E nós tendemos a segurar a dor, o sofrimento…”

“…se nós causamos o nosso próprio sofrimento por ignorância, sem o autoconhecimento, como vamos nos libertar?…”

“…a dúvida é um grande presente. O que importa é o querer saber, não o saber tudo…”

“…as pessoas estão sempre transferindo a felicidade para a próxima estação. Por isso, não são felizes…”

“…as duas maiores perguntas: Quem é Deus? Qual é a minha essência? Quem sabe, no fim, a gente descubra que a essência do ser é Deus…”

“…a vida é muito curta para ser pequena…”

Baixe o filme clicando aqui.

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Os 5 maiores arrependimentos dos pacientes terminais

Começo esse post com três perguntas:

1. O que você mais valoriza na vida?
2. O que você mais gosta de fazer?
3. Como você ultimamente vem aproveitando as duas respostas às perguntas acima?

pulo recorte

O livro “The top five regrets of the dying”, escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte, traz uma série de questões interessantes. Algumas são bastante óbvias, mas nos fazem pensar em como estamos agindo. Vale sempre nos perguntarmos em nossas atividades: Para que estou fazendo isso? Para quem?

Os 5 maiores arrependimentos

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Leia o artigo completo aqui

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Strategic Foresight Workshop com Peter Bishop

Nos dias 24 e 25/09, terei o prazer de fazer a abertura e participar do terceiro workshop internacional do Instituto Ermínia Sant’Ana. O mesmo evento, que trouxe no ano passado o encantador Domenico de Masi, do Ócio Criativo, terá desta vez o futurologista Peter Bishop, da Universidade de Houston. Ele é especialista em antecipação de cenários e é consultor de empresas como NASA, IBM e Nestlé. As inscrições presenciais estão todas preenchidas, mas as palestras de abertura e encerramento serão transmitidas gratuitamente em altíssima qualidade pela Live One. Clique na imagem abaixo para acessar a sala de transmissão.

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O entusiasmo e a gestação da mudança

“alguns vivem, outros apenas existem” – Foto: Pablo Dario Contreras

Nesses tempos de manifestações por todo lugar contra várias coisas, muita gente fica perdida, sem entender bem o porquê de tudo isso ou em que isso tudo vai dar. Eu mesma cheguei a me questionar em determinado ponto se o meu entusiasmo me fazia parte de uma simples massa de manobra. Pra quê, afinal?

Encontrei meu motivo assistindo a uma entrevista do inspirador Galeano – de 2011, na Espanha, mas totalmente aplicável a esse nosso momento –, resgatada pelo também jornalista, meu amigo Cristiano Castilho.

Segundo Galeano, “entusiasmo” vem do grego e significa ter os deuses dentro da gente. E sentir isso é a prova de que viver vale a pena:

“Porque viver está muito, mas muito além das mesquinharias políticas, onde se ganha ou se perde… Vivemos num mundo infame, eu diria… Um mundo mal nascido. Mas existe um outro mundo na barriga deste mundo, esperando – que é um mundo diferente. Diferente e de parto complicado. Não é fácil o seu nascimento. Mas, com certeza, pulsa no mundo em que estamos um mundo que ‘pode ser’. E eu o reconheço nessas manifestações espontâneas… que são a prova disso. E alguns me perguntam: ‘o que vai acontecer?’ ‘E depois?’ ‘O que vai ser?’. E eu respondo o que vem da minha experiência. Digo: Bom… não sei o que vai acontecer. E tampouco me importa muito o que vai acontecer. Me importa o que está acontecendo. Me importa o tempo que é. E o que é é o tempo que se anuncia sobre outro tempo possível, é o que acontecerá. Mas o que acontecerá no fim, eu não sei. É como se me perguntassem (o que vai acontecer) toda vez que me apaixono, quando vivo uma experiência de amor de verdade… quando sinto que vivo… e não me importa se morrerei nesse momento mágico que me acontece. O amor é assim: infinito enquanto dura. E o importante é que seja infinito enquanto dure”.

Não sei no que vai dar. Mas o que está acontecendo me deixa com a certeza de que estamos começando a sentir as contrações do parto de um mundo que a gente quer fazer. E ele é nosso.

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Deixa cair

paraquedas estiloOuvindo uma música do Vinícius essa semana, eu parei para pensar no quanto nós nos prendemos para tentar controlar as situações e evitar os erros. E a conclusão que chego é que a graça da vida – aquilo que realmente nos marca, que dá o tempero – está no sentido oposto: nas surpresas, nas aventuras, nas paixões inesperadas… Não significa que não tenhamos que planejar, controlar, buscar, estabelecer metas. Mas passar a vida só fazendo isso a deixa muito chata.

A música diz:
“Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.” (ouça aqui)

Como uma coisa sempre puxa outra… me lembrei de um texto também muito inspirador, escrito e lido aqui pelo Eduardo Galeano, que em determinada altura diz:
“Seremos imperfeitos. Porque a perfeição continuará sendo o chato privilégio dos deuses. E nesse mundo… nesse mundo trapalhão e fodido seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última”.

E para quem se empolgou com o assunto e – como eu – tem um pézinho no perfeccionismo, segue essa excelente palestra no TED da Kathryn Schulz. Aqui vai uma palhinha:

“Se você quer realmente redescobrir o maravilhamento, você precisa dar um passo para fora daquele pequenino e aterrador espaço das certezas e olhar ao redor, para os outros, e observar a vastidão, a complexidade e os mistérios do universo. E ser capaz de dizer: ‘Uau, eu não sei. E talvez eu esteja errado”.

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Entrevista minha na Folha de S.Paulo deste domingo

Folha

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