A experiência da Felicidade

_luc3430 No sábado e no domingo, tive o privilégio de apresentar o I Congresso Internacional de Felicidade. Nem nos mais otimistas dos meus sonhos podia esperar algo tão lindo. Tudo no mais incrível flow. Foi na Opera de Arame, em meio à natureza.

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No palco, Prem Baba, Amit Goswami, Domenico de Masi, Susan Andrews e outros tantos amigos corajosos no compartilhar de seus caminhos. Na plateia, minha família, meus amigos e mais de mil buscadores completamente imersos no presente. Lágrimas, abraços gratuitos, muitos sorrisos, corações imensamente expandidos… talvez sejam esses os sintomas mais explícitos da tal felicidade.

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Muito mais importante que o êxtase dos dois dias, no entanto, é a reverberação. Estou recebendo centenas de mensagens de amigos antigos e novos, dizendo que se conectaram com seus caminhos, que tiveram insights gigantescos e sabem agora por onde começar para serem muito mais felizes – até mesmo aqueles que já se achavam no propósito, revisitaram suas convicções.

As conexões também foram surreais e são praticamente inexplicáveis. Como questionar meu pai, um cara durão, ao me dizer que vai viajar para se engajar no doce trabalho da Susan Andrews? E minha mãe que quase se afogou em lágrimas quando o Baba a olhou, mesmo sem saber quase nada sobre ele? E minha irmã, advogada de carreira e artista de alma, dizendo que o Amit a fez compreender como a criatividade acessa a mente dela.

Como esse evento lindo aconteceu? Da onde surgiu? O Gustavo Arns é o grande louco da história (ele é o cara abraçando a Susan Andrews na foto abaixo). Há alguns meses, o conheci numa festa. Ele estava, então, organizando um tal de I Congresso de Física Quântica, que parecia a coisa mais megalomaníaca e insana às mentes desatentas. Combinamos um almoço. Depois, um café. Ajudei com sugestões e contatos de alguns palestrantes. Aos poucos, me vi dedicando um tempo da agenda que parecia ser coisa da relatividade, porque ‘tempo’, como convencionalmente entendemos, eu não tinha para isso. Por algum motivo, eu que prefiro caminhar sozinha, confiei cegamente no sonho desse cara.
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Algumas semanas mais tarde, surgiu o convite para eu fazer uma condução diferente do evento: integrativa, amarrando bem uma palestra à outra. Uau (pensei), nasci para isso! Na primeira reunião, me choquei ao encontrar amigos antigos, que não via há tempos. E minha primeira fala nesse encontro foi: “Vamos mudar o nome do congresso!”. Ao invés de ouvir um “Ei, você acabou de chegar, quem você pensa que é?”, ouvi: “Qual a sua sugestão?”.

Felicidade. Há anos, esse é o meu propósito diário. O que isso significa? Ser feliz no caminho e não esperar que a felicidade chegue em algum dia, quando algo acontecer. Venho descobrindo nesse processo que quanto mais feliz eu sou, mais inspiro outras pessoas a serem felizes também. Claro que sinto dor, tristeza, frustração, irritação, ansiedade e todos esses sintomas de desconexão, mas quando estou assim penso verdadeiramente que está tudo bem, que vai passar. E é só eu me conectar com isso para já começar a sentir gratidão de novo.

E está aí o ingrediente central da felicidade: gratidão. Como nesse momento é só o que sinto, posso dizer com toda a certeza que este texto foi escrito por alguém feliz.

De onde sou?

Num momento de ‘exacerbação patriótica’, de acordo com o meu ponto de vista, acredito ser muito interessante questionar o sentido a pergunta “de onde você é?”.

O TED abaixo, da Taiye Selasi, instiga uma reflexão muito interessante. Onde é casa para você? Para mim, parece limitador demais nos prendermos a conceitos inventados e frágeis, como nação e fronteiras. Eu nasci no interior do Paraná, vivi a maior parte da minha vida na capital do estado, morei em São Paulo, Rio, Roma, Guarapuava, Milão, Sinsheim. Mas me sinto em casa em Luang Prabang, Curitiba, Chiang Mai, Assisi, no bairro do Jardim Botânico no Rio, em Ilha Grande, em Goiânia, em Trastevere, em Pirenópolis, em Franca…

Assim como a Taiye, não me considero multinacional, me considero multilocal – de cada vez mais lugares. E quanto mais deles eu conheço menos certezas eu tenho de que o meu jeito de fazer as coisas é que é o correto, ou a corrente política x, ou a religião y ou o formato de relacionamento z.

Nossa casa é o mundo. Nossos ‘adversários’ são humanos com luz e sombras, iguaizinhos a cada um de nós. O recorte que se faz pode transformar um monstro num santo e vice-versa. Mas é apenas um recorte. Não vejo nenhum problema em fazermos recortes, é assim que nos comunicamos. Problema, ao meu ver, é confundirmos o recorde com ‘a verdade’. E, sinceramente, desconfio de quem diz que conhece a verdade.

Uma jornada

Durante 32 dias, estive no Sudeste Asiático numa jornada que me ensinou coisas lindas sobre mim e sobre o mundo. Caminhei por Myanmar, Camboja, Vietnã, Laos e Tailândia. Ainda em solo asiático, perto de voltar, escrevi um texto que quis compartilhar aqui.

AsiaFinal desta jornada. A imensidão dentro de mim não se traduz. Aprendi nessa viagem que se a gente se conhecesse melhor, o mundo não teria conflitos, porque todo preconceito é fruto do simples desconhecimento. Vim para a Ásia acreditando que encontraria um povo pobre e sofrido, que me mostrou uma riqueza que dinheiro nenhum compra. Pensava que teria problemas com a comida e a higiene e não tive uma refeição sequer que não tenha desejado repetir e aprender a fazer. Achava que os exóticos eram eles, enquanto a exótica para eles era eu.
Escrevo agora sentada num banco dentro de um templo pequeno, pouco visado pelos turistas. Escuto o som dos passarinhos e das folhas secas sendo varridas pelo vento suave, que também balança meus cabelos, me fazendo cócegas no rosto; a temperatura é agradável. Não sei há quanto tempo estou aqui; tempo, aliás, é uma criação nossa que varia muito de acordo com o nosso estado interno. Monges de vestimentas laranjas caminham pelo pátio com a serenidade de quem sabe que ansiedade nos afasta de nós. Qual então o propósito de se perder na ilusão de não perder algo? O sol dá tons diferentes ao verde das árvores e ao dourado das paredes de terracota vermelha. O cheiro é de frangipani; como são lindas as árvores de frangipani com flores brancas e rosas. Borboletas amarelas brincam de esconde-esconde. Ouço um sino de bicicleta e começa a tocar baixinho ao fundo uma das minhas musicas favoritas, num lindo instrumental. Me questiono se ela é de verdade ou é ilusão. O que é a verdade, no entanto? Escuto um diálogo num idioma desconhecido, mas reconheço que as palavras são de amor. Há sorrisos e onomatopeias de surpresa. Aqui sentada não estou longe nem perto. Tenho o mundo dentro de mim.

O chá e o acalanto

Essa reflexão é sobre aceitar ser cuidado. Descobri que tenho muito mais dificuldade nisso do que eu imaginava.
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Nesta última semana, me dediquei a cuidar de um grande amigo que estava em enorme sofrimento. Fiz tudo o que acreditava ser o melhor. E de fato ele está agora muito bem amparado.
Eu, no entanto, me permiti sair do meu equilíbrio pelo orgulho que pedir ajuda ainda representa para mim. Eu pedi porque a situação era de fato muito grave e percebi que o constrangimento causado por esse pedir gera uma forma inexplicável de irritabilidade. E essa irritabilidade, por sua vez, gera uma cegueira em relação a todo o amor que um processo de doação envolve.
Me peguei seriamente no seguinte questionamento: como é possível ser genuína a minha doação se não aceito bem receber? Como explicar a quem quero ajudar que no sentido eu-para-ele está tudo bem, mas a via inversa não?
Ainda não encontrei uma resposta clara, mas fui inundada por uma gratidão tão grande ao chegar a essa pergunta que me propus arriscar mais experimentar o chá e a acolher o acalanto. Ser forte é muito bom, mas reconhecer o momento de receber colo talvez seja muito sábio.

Sobre a felicidade

“A felicidade é entrar em seu próprio ser. No começo, é difícil, árduo; no começo, você terá de encarar a aflição. O caminho é enorme, porém, quanto mais você penetrar nele, maior será a recompensa”. Osho

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Tenho refletido muito ultimamente sobre o esforço que fazemos para não sermos felizes. Das coisas pequenas às grandes aflições, tendemos a prolongar a dor ao evitarmos encará-la de fato. Ela está lá, mas é como se fosse melhor não mexer com ela. Ao fazermos isso, não nos resolvemos com a dor e, consequentemente, não nos permitimos ser felizes porque tem algo pesado logo ali que não deixa.

Essa tendência de tentar esconder de nós mesmos aquilo que dói acaba nos colocando num estado incômodo de expectativa. Transferimos para o futuro nosso bem-estar: “um dia, as coisas vão se resolver”; “tenho fé que um dia vai dar certo”; “quando eu me aposentar…”; “quando eu estiver ganhando mais dinheiro…”; “mais pra frente…”; “daqui a alguns anos…”.

Tem certeza de que vai dar tempo?
No esconde-esconde ilusório (porque a dor está sempre presente de alguma forma, mesmo escondidinha), evitamos pensar na finitude dos ciclos: iniciamos relacionamentos buscando acreditar que são para sempre e vivemos como se não fôssemos morrer. Pense a respeito… o pra sempre, de alguma forma, acaba nos afastando da responsabilidade, que é incondicionalmente nossa, sobre as nossas vidas e relacionamentos. O futuro, no entanto, depende do que fazemos agora, nesse instante.

Quer ser feliz?
O que, então, é importante resolver imediatamente dentro de você para que esse caminho interno de alegria e presença se abra? Acredite, o “monstro” é, de fato, muito menor do que imaginamos. Grandiosa sim é a sensação de nos entendermos com ele. É tão libertador quanto deixar de carregar uma mala cheia de pedras.

O que dá pra fazer?
Essa reflexão toda nasceu de perceber o quanto as pessoas que se consideram leves e felizes lidam com a finitude. A morte e a tristeza, por exemplo, são “monstros” encarados por elas de frente e consideradas apenas parte da nossa vida. E, por isso mesmo, a morte e a tristeza não são monstros, mas, de certo modo, aliadas da plenitude. Trazer claramente à consciência que um dia iremos partir nos ajuda a perceber que a vida é o que existe agora. Se empurramos com a barriga, quando vamos conseguir o que queremos?

Sugestão: faça uma lista das situações de maior felicidade para você hoje. Faça outra do quer fazer/sentir/viver antes de morrer. Não se engane, você vai morrer. O significado que a sua vida terá até lá, porém, só depende de você.

Gratidão!

IMG_7985 Conclusão depois de uma homenagem emocionante: fazer o que se ama é uma escolha certeira. Desde que comecei um MBA na FGV em 2011, tendo aulas espetaculares, sonhava: quando eu crescer, quero ser como esses professores. O convite veio muito antes do esperado e aceito com toda a minha vontade. Agora, homenageada como professora FGV média 10 na avaliação dos alunos, olho para trás, para a mudança de rumos de carreira dificilmente aceita pelas pessoas ao meu redor, para toda a trilha de expansão de consciência – que, apesar de bela, é muitas vezes dolorida -, para a persistência nas fases turbulentas, para as pedras que fui deixando ao longo do caminho, tornando-me mais leve… E tudo o que sinto é uma imensa gratidão. Se eu pudesse voltar no tempo, viveria tudo de novo, sem mudar nada. Por isso, hoje quero agradecer vocês que, de alguma forma, fazem parte da minha jornada. A caminhada é solitária, mas a força para seguir, não. Obrigada!

O fogo e a coragem de brilhar

Hoje é um dia muito especial para o blog. É a chegada de um novo parceiro!

Nicolai Cursino é consultor, treinador e palestrante respeitado no mundo todo em PNL, Eneagrama, Coaching, Hipnose… Meu professor na jornada e meu amigo de alma.

O texto presenteado hoje trata da coragem. Enquanto eu iniciava essa introdução, recebi de outro amigo um trecho do Eduardo Galeano que reflete lindamente sobre isso também:

“O mundo é um montão de gente, um mar de foguinhos. Não existem dois fogos iguais. Cada pessoa brilha com sua luz própria entre todas as outras. Existem fogos grandes, fogos pequenos e fogos de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem fica sabendo do vento. E existe gente de fogo louco, que enche o ar de faíscas. Alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam. Mas outros… ardem a vida com tanta vontade que não se pode olhá-los sem pestanejar. E quem se aproxima, se incendeia”.

À beira do precipício

ni2por Nicolai Cursino

Como escreveu o poeta francês Guillaume Apollinaire…

“Venham para a beira.”
“Não podemos. Temos medo.”
“Venham para a beira.”
“Não podemos. Vamos cair!”
“Venham para a beira.”
E eles foram.
E ele os empurrou.
E eles voaram.
Venham. Vamos, voar juntos.”

Há algum tempo que me inspiro nos versos acima nos momentos de indecisão.

Tenho passado por muitas situações onde as perguntas “Devo arriscar? Devemos dar esse passo?” se colocam à minha frente, e cada uma das vezes, a mesma sensação de escuridão aparece, e a cabeça recua.

E em um instante outras centenas de perguntas: “Como posso ter certeza de que isso vai dar certo? Não estamos arriscando tudo que já conseguimos? E se perdermos dinheiro, e nossa vida ficar mais difícil? E se o buraco for grande demais? Poderá nos engolir?

E mesmo que a cabeça recue, o coração avança. Agir pelo coração, coragem (coeur = coração, age = ação), é também não ouvir seus próprios pensamentos, quando não te levam ao caminho mais alto. É preciso saber distinguir a voz interna que critica e paralisa (inner critic) da voz interna que orienta e encoraja (inner coach).

E então eu me lembro que a beira do precipício é também o melhor lugar para começar um grande vôo. E é onde a vista é mais bonita.

Essa é uma visão que costumo compartilhar incessantemente com meus clientes de Coaching. Todos eles, em vários momentos do processo de transformarem suas vidas, suas profissões, seus relacionamentos, se vêem à beira de seus próprios precipícios.

Todos nós nascemos para voar, sem exceção, mas só descobrem isso aqueles que se jogam no ar.

Tenho acompanhado pessoas que estão há muitos anos sentadas à beira, pensando, lendo, conversando, medindo o tamanho do buraco, a velocidade do vento, e simplesmente não voam.

Outros novatos vieram correndo e se atiraram, sem mesmo esperar suas asas crescerem, e fizeram um grande estrago. Alguns até hoje pensam que voar é impossível, pois somos mais pesados que o ar.

Quais são os precipícios da sua vida hoje?

Uma mudança de carreira, de empresa, de país? Um novo relacionamento amoroso, uma nova amizade? Um novo estilo de vida, um novo compromisso, um filho?

Você o consegue ver? Está ainda no pé da montanha, parado pensando ou no alto, preparado para voar?

Seja como estiver, preste bastante atenção ao seu redor. Fique atento se alguém se aproximar de você.

Pois se eu estiver passando por aí, eu vou te empurrar.

E depois não diga que eu não avisei!

Publicado em: Portal Carreira & Sucesso

O feito é melhor que o perfeito

Suzane
*Suzane Jales é colaboradora do blog, companheira de missão de vida e amiga de alma.

Há dias venho fazendo um curso sobre empreendedorismo digital que considero importantíssimo. A velocidade com que praticamente tudo acontece na internet me fascina e eu já estava me considerando “ultrapassada” nessa área. O curso, claro, é quase todo online… E eu fico imaginando o quanto a gente pode se desenvolver por conta dessas facilidades.

Mas o que quero dividir hoje com vocês é algo sempre repetido pelo meu professor, Érico Rocha – uma das frases que está estampada na parede do Facebook: “O feito é melhor que o perfeito”.

Vocês não têm noção do efeito que uma frase como essa provoca em alguém perfeccionista. Sei disso porque já fui muito assim… E eu dizia isso com um orgulho danado: “Eu sou perfeccionista!”. Por muito tempo, por exemplo, eu até definia meu trabalho como “a busca da excelência humana”.

É que, para minha geração, o erro era como um atestado de incompetência.

Com o tempo, fui vendo as coisas de modo diferente… Entendi, por exemplo, que só se aprende a fazer, fazendo… Então, o erro faz parte do aprendizado. E isso partiu dos ensinamentos de outro grande mestre com quem estudei – Stephen Paul Adler – que costuma dizer: “Nós somos perfeitamente imperfeitos”.

Dar o melhor de si, mas não se cobrar a perfeição tem sido um longo aprendizado para mim. Tive que romper muitos conceitos antigos até entender isso.

Mas, ainda assim, a frase dita por Érico Rocha me pegou de surpresa e fui digerindo-a devagar… Aí eu lembrei-me de quantas vezes eu deixei de fazer algo porque achava que ainda não estava bom… De quantas mudanças foram proteladas porque era melhor esperar ter mais grana… De quantas viagens não foram feitas porque eu não havia me preparado “o suficiente”… De quantas ideias foram perdidas porque ainda não estavam completas…

Então, entendi tudo: uma pessoa que está em busca da perfeição, termina não realizando porque sempre acha que falta “algo” pra estar ok.

E quer saber? Foi um alívio entender isso. É como se eu tivesse tirado um peso enorme das minhas costas. Ufffa!

E você, também tem adiado o que tem por fazer esperando a melhor hora, ter grana, ter tempo, ter um planejamento mais completo, etc. etc. etc.?

Ah, e para quem ficou curioso, as outras duas frases na parede do Facebook têm a seguinte tradução: O que você faria se não estivesse com medo? e Faça rápido e quebre coisas (ou regras):

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Data marcada

Preparada? Segura no equipamento… Vambora!!!

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Sou uma pessoa com fortes tendências a criar expectativas. Minha autoconsciência e um trabalho intenso e contínuo de desenvolvimento pessoal me ajudam a segurar os pés nos chão, mesmo que a mente fique boa parte do dia nas nuvens.

Não foi diferente com o meu primeiro salto de paraquedas. Fantasiei muito. Imaginei como seria entrar no avião, se me passaria pela cabeça desistir lá no alto, como seria sair pela porta a 10 mil pés… mas no meio de tanta ansiedade eu sentia uma certeza: o salto mudaria a minha vida.

Não vou entrar no clichê de que é preciso ter coragem e nem aconselhar ninguém a fazer o mesmo. Cada um é que deve saber bem dos seus sonhos e planos.

O divisor de águas para mim foi tirar esse meu sonho do plano e marcar uma data para ele. Sinto vontade de saltar há anos, nem sei quantos. E, por algum motivo, nunca dava. Era um amigo que desistia, um compromisso ou uma viagem que surgia, a espera de um preço promocional ou algo do tipo. Quando parei para pensar nas dezenas de desculpas, assumi a responsabilidade de ir, mesmo que sozinha.

Foi no domingo passado. Não tive medo. Mesmo. A vontade era tão grande que encobria qualquer outra coisa. Experimentei a melhor sensação da minha vida na queda livre. E quando cheguei ao solo comecei a chorar um choro que vinha de um lugar muito profundo. Eu ainda não sei exatamente de onde e nem mesmo o porquê da intensidade daquela emoção, mas o que a minha racionalidade conseguiu traduzir até agora foi: a linha que divide um sonho da realidade é apenas uma data marcada.

Nossa Odisseia

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Tenho o privilégio de encontrar em meu caminho pessoas iluminadas. E cada vez tenho encontrado mais. Uma das mais brilhantes é a Suzane Jales, piauiense com mais de 12 mil profissões no currículo.
É ela quem inaugura com as melhores vibrações possíveis as postagens de colaboradores neste blog. Aproveito para expressar aqui, Suzane, minha enorme admiração e gratidão.

Nossa Odisseia

Suzane
Concluí meu curso de PNL Master, pela Iluminatta Brasil, olhando para dentro de mim e vi como é saudável a gente fazer mudanças em nível de identidade.

Revendo os dias de curso, lembrei que, na verdade, nós gostamos de saber que ainda existem heróis e até classificamos assim as pessoas que fazem algo diferente do que está posto como normal – atos heroicos. Mas, raramente, fazemos uma alegoria de como nossa vida também é uma Odisseia: nossa própria viagem pela vida.

Vamos fazer uma simulação? Pense se você já não passou por algo assim: vivia uma vida de maneira tranquila até determinado momento, quando a rotina foi quebrada por algo inesperado. É como se recebesse uma espécie de “chamado”: algo não estava bom e precisava ser mexido… Quem já mudou de emprego, carreira, cidade ou estado civil, por exemplo, sabe bem o que é isso…

No início, quase sempre nos recusamos a enfrentar a mudança, mas um conselho de alguém mais experiente, recebido na hora certa, faz-nos entender que cabe a nós sair da zona de conforto e partir para enfrentar o nosso “dragão”. E quando tomamos essa decisão, atravessamos uma espécie de “portal”: a partir daí não dá para voltar atrás…

No caminho que se abre à nossa frente, enfrentamos desafios que nos derrubam mas, nos tornam mais fortes, pouco a pouco, e nos preparam para novas batalhas. Encontramos também aliados (inclusive de coaches, psicólogos ou terapeutas) que o próprio universo nos manda, na hora que mais necessitamos… E, com a ajuda desses amigos, aproximamo-nos das provações máximas – tipo aquele fundo do poço que muitas vezes passamos, lembra?

Aí, usando todos os recursos de que dispomos e contando com o apoio de parceiros, vencemos e conquistamos nosso objetivo depois de muita luta.

Vitoriosos, preparamo-nos para retornar a serenidade de nosso lar ou do nosso mundo anterior. Entretanto, fomos transformados pela própria jornada e já não somos mais os mesmos. E nos sentimos, muitas vezes, prontos para novas batalhas: já não nos contentamos com pouco se sabemos que podemos ter bem mais!

É assim que nossa vida acontece… E, como nos questionou nosso mestre Nicolai Cursino: “Não seria interessante vê-la como uma grande aventura?”.

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O poder da escolha

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Nesta semana, tomei uma decisão muito importante. E, como é comum sempre que temos grandes escolhas a fazer, tive medo. Medo de errar, medo de me arrepender. Mesmo a decisão já estando tomada – racional e emocionalmente –, no caminho até a sua concretização, estava aflita.

Sempre levo um livro na minha bolsa para aproveitar o tempo ocioso. O que escolhi para esse dia foi uma das melhores companhias para momento: A tríade do tempo, do Christian Barbosa. Abri, coincidentemente, numa parte chamada “O poder da escolha”, que fala de como é bom termos a oportunidade do livre arbítrio.
Transcrevo aqui uma das citações do livro:

A escolha é sua

Você pode escolher entre curtir ser quem você é ou viver infeliz por não ser quem gostaria.

Você pode escolher entre assumir a sua individualidade ou sempre procurar ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode escolher entre se divertir ou dizer em tom amargo que já passou da idade e que essas coisas são fúteis e nada têm a ver com você

Você pode escolher entre amar incondicionalmente ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode escolher entre ouvir seu coração ou agir apenas racionalmente, analisando a vida antes de vivê-la.

Você pode escolher entre deixar tudo como está para ver como é que fica ou realizar as mudanças que o mundo exige.

Você pode escolher entre deixar-se paralisar pelo medo ou agir com o pouco que tem e muita vontade de vencer.

Você pode escolher entre amaldiçoar sua sorte ou encarar a grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode escolher entre achar culpados e desculpas para tudo ou encarar que é você quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher entre traçar seu destino ou continuar acreditando que ele já estava escrito e não há nada a fazer.

Você pode escolher entre viver o presente ou ficar preso a um passado que já se foi e a um futuro que ainda não veio.

Você pode escolher entre melhorar tudo o que está à sua volta e a si próprio ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar

Você pode escolher entre continuar escravo da preguiça ou tomar a atitude necessária para concretizar seu plano de vida.

Você pode escolher entre aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo.

Você pode escolher entre ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua…

“A vida é muito curta para ser pequena”

Fiquei encantada com a beleza do filme/documentário Eu maior, disponível gratuitamente para download e visualização em alta definição desde o seu lançamento. Vale muitíssimo a pena investir um momento do seu dia para assisti-lo. Segue uma palhinha das reflexões:

“…se a felicidade tivesse um som, seria o silêncio…”

“…durante a crise, tudo aquilo que não é substancial cai. E fica só a substância. Então, a dor está a serviço de um complexo muito mais vasto…”

…a tristeza é uma emoção natural importante porque ela nos ajuda a deixar morrer. Pra poder renascer. O problema é que todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer…”

“…as emoções em nós são muito rápidas, instantâneas. O resto é memória. Quando nós seguramos algo, nos limitamos. E nós tendemos a segurar a dor, o sofrimento…”

“…se nós causamos o nosso próprio sofrimento por ignorância, sem o autoconhecimento, como vamos nos libertar?…”

“…a dúvida é um grande presente. O que importa é o querer saber, não o saber tudo…”

“…as pessoas estão sempre transferindo a felicidade para a próxima estação. Por isso, não são felizes…”

“…as duas maiores perguntas: Quem é Deus? Qual é a minha essência? Quem sabe, no fim, a gente descubra que a essência do ser é Deus…”

“…a vida é muito curta para ser pequena…”

Baixe o filme clicando aqui.

Os 5 maiores arrependimentos dos pacientes terminais

Começo esse post com três perguntas:

1. O que você mais valoriza na vida?
2. O que você mais gosta de fazer?
3. Como você ultimamente vem aproveitando as duas respostas às perguntas acima?

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O livro “The top five regrets of the dying”, escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte, traz uma série de questões interessantes. Algumas são bastante óbvias, mas nos fazem pensar em como estamos agindo. Vale sempre nos perguntarmos em nossas atividades: Para que estou fazendo isso? Para quem?

Os 5 maiores arrependimentos

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Leia o artigo completo aqui

Strategic Foresight Workshop com Peter Bishop

Nos dias 24 e 25/09, terei o prazer de fazer a abertura e participar do terceiro workshop internacional do Instituto Ermínia Sant’Ana. O mesmo evento, que trouxe no ano passado o encantador Domenico de Masi, do Ócio Criativo, terá desta vez o futurologista Peter Bishop, da Universidade de Houston. Ele é especialista em antecipação de cenários e é consultor de empresas como NASA, IBM e Nestlé. As inscrições presenciais estão todas preenchidas, mas as palestras de abertura e encerramento serão transmitidas gratuitamente em altíssima qualidade pela Live One. Clique na imagem abaixo para acessar a sala de transmissão.

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O entusiasmo e a gestação da mudança

“alguns vivem, outros apenas existem” – Foto: Pablo Dario Contreras

Nesses tempos de manifestações por todo lugar contra várias coisas, muita gente fica perdida, sem entender bem o porquê de tudo isso ou em que isso tudo vai dar. Eu mesma cheguei a me questionar em determinado ponto se o meu entusiasmo me fazia parte de uma simples massa de manobra. Pra quê, afinal?

Encontrei meu motivo assistindo a uma entrevista do inspirador Galeano – de 2011, na Espanha, mas totalmente aplicável a esse nosso momento –, resgatada pelo também jornalista, meu amigo Cristiano Castilho.

Segundo Galeano, “entusiasmo” vem do grego e significa ter os deuses dentro da gente. E sentir isso é a prova de que viver vale a pena:

“Porque viver está muito, mas muito além das mesquinharias políticas, onde se ganha ou se perde… Vivemos num mundo infame, eu diria… Um mundo mal nascido. Mas existe um outro mundo na barriga deste mundo, esperando – que é um mundo diferente. Diferente e de parto complicado. Não é fácil o seu nascimento. Mas, com certeza, pulsa no mundo em que estamos um mundo que ‘pode ser’. E eu o reconheço nessas manifestações espontâneas… que são a prova disso. E alguns me perguntam: ‘o que vai acontecer?’ ‘E depois?’ ‘O que vai ser?’. E eu respondo o que vem da minha experiência. Digo: Bom… não sei o que vai acontecer. E tampouco me importa muito o que vai acontecer. Me importa o que está acontecendo. Me importa o tempo que é. E o que é é o tempo que se anuncia sobre outro tempo possível, é o que acontecerá. Mas o que acontecerá no fim, eu não sei. É como se me perguntassem (o que vai acontecer) toda vez que me apaixono, quando vivo uma experiência de amor de verdade… quando sinto que vivo… e não me importa se morrerei nesse momento mágico que me acontece. O amor é assim: infinito enquanto dura. E o importante é que seja infinito enquanto dure”.

Não sei no que vai dar. Mas o que está acontecendo me deixa com a certeza de que estamos começando a sentir as contrações do parto de um mundo que a gente quer fazer. E ele é nosso.

Deixa cair

paraquedas estiloOuvindo uma música do Vinícius essa semana, eu parei para pensar no quanto nós nos prendemos para tentar controlar as situações e evitar os erros. E a conclusão que chego é que a graça da vida – aquilo que realmente nos marca, que dá o tempero – está no sentido oposto: nas surpresas, nas aventuras, nas paixões inesperadas… Não significa que não tenhamos que planejar, controlar, buscar, estabelecer metas. Mas passar a vida só fazendo isso a deixa muito chata.

A música diz:
“Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.” (ouça aqui)

Como uma coisa sempre puxa outra… me lembrei de um texto também muito inspirador, escrito e lido aqui pelo Eduardo Galeano, que em determinada altura diz:
“Seremos imperfeitos. Porque a perfeição continuará sendo o chato privilégio dos deuses. E nesse mundo… nesse mundo trapalhão e fodido seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última”.

E para quem se empolgou com o assunto e – como eu – tem um pézinho no perfeccionismo, segue essa excelente palestra no TED da Kathryn Schulz. Aqui vai uma palhinha:

“Se você quer realmente redescobrir o maravilhamento, você precisa dar um passo para fora daquele pequenino e aterrador espaço das certezas e olhar ao redor, para os outros, e observar a vastidão, a complexidade e os mistérios do universo. E ser capaz de dizer: ‘Uau, eu não sei. E talvez eu esteja errado”.

E se você não precisasse ganhar dinheiro?

Estou ensaiando há semanas para dividir um vídeo com vocês, mas não estava encontrando tempo para atualizar o blog no aperto da agenda… Até que levei um puxão de orelha muito carinhoso de uma leitora do Acre. Aqui está, Mirla. Este post é dedicado a você e a todos que sentiram falta das mensagens.

A pergunta do título é daquelas que, geralmente, nos coloca uma ruga na testa, nos faz olhar pra cima e questionar o caminho tomado até agora. E se dinheiro não fosse importante? Se não fosse fator decisivo nas escolhas de carreira? O que você faria?

Promover esse tipo de questionamento foi um dos maiores legados de Alan Watts. E você, que legado quer deixar para os filhos, netos… para o mundo?

Brilhar

Na semana passada, participei de um curso surpreendente. Meu objetivo era aprender hipnose clássica e ericksoniana e ter mais ferramentas para o meu trabalho. Mas saí de lá com muito mais. Tive uma lição sobre medos e felicidade que se resume bem neste presente de Nelson Mandela:

“Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?’
Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? … Bancar o pequeno não ajuda o mundo.
Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo” (Discurso de posse, 1994).

Agradeço ao Nicolai Cursino. Pela mensagem e pela sensibilidade com a qual nos conduziu.

Troca de energia


Nos meus treinamentos e atendimentos de coaching, recomendo que, diante de um desafio, evitemos pessoas negativas, aquelas que minam nosso entusiasmo.

O ideal seria evitá-las sempre e conviver apenas com gente otimista, mas os pessimistas costumam estar por todo lugar: na empresa, na família, entre os amigos. Portanto, o melhor a se fazer é evitar falar de objetivos ainda não concluídos com essas pessoas; prefira assuntos genéricos que não envolvam a sua motivação.

O contágio da energia
Algumas correntes da física quântica defendem que o mundo, pelo menos em parte, é criado pela nossa mente. Como somos compostos de partículas e energia, seríamos capazes de alterar nossa própria matéria, criando doenças e curas, nos programando para o sucesso ou para o fracasso…

Ou seja, de um modo bem geral, fazemos com a nossa vida aquilo que pensamos para ela. “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”, disse Henry Ford.

Como nossas interações se dão também por ondas de energia, as pessoas ao redor podem influenciar nosso comportamento.

Metrônomos dissonantes e o poder do contágio
Metrônomo é aquele dispositivo usado para marcar o tempo musical que, depois de configurado, produz pulsos de duração regular.

O vídeo abaixo, indicado pela amiga Fabíola Berger, mostra algo bem interessante. São 32 metrônomos dissonantes (cada um começando a marcar os pulsos em um ritmo diferente). Colocados sobre uma superfície móvel, em questão de minutos eles começam a marcar o ritmo sincronizadamente.

Tanto energia “positiva” quanto a “negativa” são contagiantes. Escolha bem os metrônomos ao seu redor.

Você está fazendo o que ama neste momento?

Comentamos no post anterior a mudança de paradigma que as novas gerações vêm provocando. O vídeo abaixo (ótima dica da amiga Cristiane Esteves) trata dessas transformações no trabalho.

Diferente dos exemplos que quase todos nós tivemos do nossos pais e avós, sucesso hoje significa prazer. E mais importante que chegar ao destino, curtir o caminho é o que faz toda a diferença.

Viva a mudança!?

De repente, uma preocupação nas empresas: a geração Y, que chegou impactando, surpreendendo e assustando quem estava acostumado a outro ritmo de trabalho e de carreira.

Já ouvi que a tal geração, dos nascidos a partir da década de 80, é um pesadelo; uma rapaziada sem noção de hierarquia, inquieta e excessivamente questionadora. Não aguenta esperar anos por uma promoção e abandona com facilidade “grandes oportunidades” em busca do que sente vontade.

Essa geração, altamente especializada e conectada, chegou mesmo para mudar as estruturas. Busca aliar prazer ao trabalho, deixando as coisas menos rígidas, morosas e tradicionais. Parece bom, não?!

Para dar o melhor de si, no entanto, precisa de suporte e feedback. São pessoas carentes de atenção. Ou seja, somente apoiadas pelos mais experientes, poderão promover a transformação do trabalho em algo mais divertido, criativo e estimulante.

Não há o que temer. Não há substituição. Há sim uma mudança de paradigma.

O vídeo abaixo fala sobre isso. É sensacional.

Vença o medo de falar em público

O medo de falar em público afasta das apresentações muita gente com excelentes ideias. Nos meus processos de coaching e treinamentos de oratória, encontro pessoas absolutamente comunicativas e desenvoltas, mas que fazem de tudo para fugir do microfone, mesmo sabendo que essa habilidade é importante para a carreira. Por trás desse bloqueio, quase sempre estão crenças do tipo: “não nasci para isso”, “já tentei e não deu certo”, “não consigo falar para mais de três pessoas que me enrolo todo”.

Existem, no entanto, técnicas e ações que podem mudar as apresentações da água pro vinho, mesmo daqueles que se julgam maus comunicadores.

Uma delas, que tomei emprestada da psicologia, ajuda muito no controle da ansiedade.

A.C.A.L.M.E.-S.E.*

1. Aceite a sua ansiedade – O mais importante para lidar com a ansiedade é aceitá-la plenamente. Aceitar o que não podemos mudar é a melhor maneira, e o primeiro passo, para haver alguma mudança. Aceitar não é acomodar, desistir ou não fazer nada. É parar de lutar contra algo diante do qual é impotente. Permaneça no presente, isto porque pessoas ansiosas vivem no futuro e perdem o presente. Elas vivem no “E se isto vier a ocorrer?”, “E se eu não conseguir?”, “E se não encontrar alguém que me ame?”, etc. Aceite as sensações em seu corpo. Não lute contra elas. Lembre-se que você já fez exames médicos revelando que não existem lesões físicas em seu corpo. Tudo está normal nele. É a ansiedade que produz tais sintomas físicos. Pense nisto. Diga para sua ansiedade: “Se você quer ficar por aqui por um tempo, então pode ficar, mas eu vou seguir minhas atividades agora!”. Aceitar a ansiedade faz com que ela desapareça. Lutar contra ela para evitá-la, faz com que ela aumente.

2. Contemple as coisas em sua volta – Depois deste rápido diálogo sobre o que sente, evite ficar olhando para dentro de você se concentrando no que sente. Confie que seu organismo irá cuidar de tudo muito bem. Olhe fora de si mesmo. Descreva para si o que você observa no exterior. Isto ajuda a afastar-se de sua observação interna. Lembre a si mesmo: “Não sou essa ansiedade!”. Você é um observador da ansiedade. Você está com ansiedade, mas não é a ansiedade.

3. Aja com sua ansiedade – Continue agindo como se não estivesse ansioso. Diminua o ritmo com que faz as coisas, mas mantenha-se ativo. Não fuja das tarefas que está fazendo ou irá fazer. Se fugir, a ansiedade abaixa, mas o medo aumenta e da próxima vez poderá ser pior. Continue agindo, devagar, mas agindo.

4. Libere o ar de seus pulmões – Respire devagar, calmamente, inspirando o ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Ao inspirar conte até três bem devagar e ao expirar conte até seis devagar também. Faça o ar ir para o seu abdômen, estufando-o ao inspirar e deixando-o encolher-se ao expirar. Ao expirar não sopre, mas deixe o ar sair lentamente por sua boca. Pessoas evitam crises de pânico com este exercício.

5. Mantenha os passos anteriores – Repita-os. Continue a aceitar sua ansiedade; contemplar o exterior; agir com ela como observador e respirar calmamente.

6.Examine agora seus pensamentos – Você deve estar antecipando coisas catastróficas. Lembre-se de que nas outras vezes em que se sentiu assim elas simplesmente não aconteceram. Examine o que você está dizendo para si mesmo e reflita racionalmente para ver se é verdade mesmo o que você pensa de catástrofe. Você tem provas sobre se o que pensa é verdade? Pode entender o que ocorre de outra maneira? Lembre-se: você está ansioso. Isto é desagradável mas é diferente de ser perigoso! Você pode estar pensando que está em perigo, mas você tem provas reais e definitivas disso?

7.Sorria, você conseguiu! – Você merece todo o seu crédito e todo o seu reconhecimento. Usando estes recursos, sozinho, conseguiu acalmar-se e superar este momento desagradável, assustador. Não é uma vitória contra um inimigo, porque não há inimigo real! Você está aprendendo a lidar com sensações desagradáveis em si mesmo que existem por alguma razão emocional. Pequenos estímulos no corpo ou fora dele geram ansiedade, a qual gera concentração no corpo, disparando sintomas (taquicardia, sudorese, tonteira, etc.), que aumenta a ansiedade, que gera pânico. Tudo imaginação ansiosa. Não há um inimigo real. Da próxima vez lembre-se disto!

8. Espere o melhor – Evite o pensamento fantasioso de que nunca mais terá ansiedade. Ela é necessária para viver sem que precise ficar alta demais. Lembre-se que ela é uma resposta normal diante de algo que o ameaça (real ou imaginariamente). O que pode estar errado é o que você começa a pensar quando percebe a presença da ansiedade. Da próxima vez que a experimentar saberá que ela é um “amigo” que avisa que há algo perturbando e não um inimigo que vai matá-lo ou enlouquecê-lo! Você acabou de dar um importante passo em direção à realidade. Da próxima vez pode ser bem mais fácil.

*Adaptado de Beck, Emery e Greenberg (1985) por Bernard Rangé, professor de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental da UFRJ. Via Previtali

Valor Central

Sabe quando racionalmente a gente sabe que deve seguir por determinado caminho pessoal ou profissional, mas tem alguma coisa que parece impedir?

Essa barreira, identificada com frequência nos processos de coaching, geralmente está ligada a duas questões: ou é medo ou é a falta de alinhamento da sua meta com seus valores.

Para separar uma coisa da outra e saber o que está pegando, é importante encontrar o valor central desse seu caminho.

A gente chega ao valor central quando se questiona constantemente sobre o ganho que vai ter ao atingir o objetivo.

Se você concluir que se sentirá feliz, realizado, tranquilo, em paz…, é bem provável que o maior impedimento para a realização seja o medo. E o medo a gente só vence enfrentando.

Será que falamos a mesma língua?

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Distorções de comunicação acontecem a todo momento e em qualquer lugar. Em equipes heterogêneas, então, os mal entendidos fazem parte da rotina. Mas há como minimizar isso bem.

Pense em quando você conheceu seu companheiro ou companheira. Por mais que a paixão nos faça relevar muita coisa, é absolutamente comum que nos atrapalhemos um pouco com a comunicação. Quanto mais tempo se passa com a pessoa, a tendência é de os equívocos diminuírem bastante. Por quê? Porque passamos a pegar o jeitinho do outro, começamos a falar do modo que ele entende melhor.

Isso é adaptar a sua comunicação ao seu interlocutor.

Na empresa
Para garantir que as pessoas entendam melhor a sua mensagem e comprem a sua ideia, é preciso observar o modo de agir de cada um.

Os mais analíticos se convencem quando você detalha bem a informação e explora com cuidado os fatos e dados. Esse tipo de comunicação já não funciona muito com os assertivos, que preferem ir direto ao ponto e enxergar logo o resultado. Os visionários estão sempre com o pé no futuro, gostam de pensar fora da caixa. Os participativos, por sua vez, valorizam o trabalho em equipe. Eles costumam tomar decisões com base na motivação e na flexibilidade.

Para finalizar o alinhamento da comunicação, pergunte sempre para a pessoa – com delicadeza – se ficou claro o que você disse. Se for o caso, peça gentilmente para que ela repita o que é preciso ser feito.

E se lembre de que a abertura do outro é conquistada quando você consegue também ser mais transparente.

7 passos para melhorar o relacionamento com sua equipe

7 passos para melhorar o relacionamento com sua equipe
“Errar é humano. Botar a culpa nos outros também”. Millôr Fernandes

Ouço com muita frequência de clientes, colegas e altos executivos que gerenciar processos é fácil. O problema é gerenciar pessoas. Sem dúvidas, esse é o maior desafio para quem quer se manter no comando.

Onde há gente, há conflito iminente. Para apaziguar a situação e não deixar que o clima fique pesado e prejudique a sua equipe e, consequentemente, toda a organização, é preciso ter em mente algumas premissas.

Autoliderança
Para liderar os outros é preciso ter uma boa carga de autoconhecimento e autocontrole. Só há lugar equilibrado quando há pessoas equilibradas. Comece por você.

Interesse pelo outro
Dar bom dia, deixar a porta da sala aberta, ter interesse sobre o bem estar das pessoas ao seu redor, estar disponível para solucionar algum problema… São atitudes simples que dão leveza ao ambiente.

Adaptar a comunicação
Quanto mais você adequar a sua comunicação à do seu interlocutor, mais eficaz será a sua mensagem.
Esse assunto é tão valioso que vale o post da semana que vem.

Valorizar a diversidade
Diversidade é bom; desigualdade, não.
A heterogeneidade gera criatividade e é elemento chave das equipes de alta performance. A administração de diferentes, no entanto, deve ser mais cuidadosa. A comunicação tem que ser adequada a cada pessoa. O respeito, no entanto, deve ser igual a todos. Eleger favoritos pode destruir uma equipe.

Transparência
Quando as informações não circulam, outras versões são criadas. Para evitar a ‘rádio peão’ – que gera intrigas e afasta as pessoas –, estimule a comunicação clara e direta.

Feedback
É importante ressaltar que feedback não é dar bronca. Se aplicado de forma adequada, pode ser um excelente instrumento de desenvolvimento e motivação.

Ouvir e perceber
Quase sempre, as respostas para os conflitos estão no ar. Basta apurar a percepção para identificá-las. Cultive o hábito de conversar abertamente com a sua equipe. Isso ajuda a identificar potenciais problemas antes que eles aconteçam.

Ócio produtivo


Há alguns dias, tive a oportunidade de passar horas conversando e, principalmente, ouvindo o sociólogo italiano Domenico de Masi. Uma das pessoas mais fascinantes que conheci.

Ele é o defensor do ócio criativo como forma de atingirmos a plenitude em nossas atividades e estimularmos a criatividade. A sugestão é de que a todo momento devemos unir diversão, estudo e trabalho – seja quando estamos trabalhando, estudando ou nos divertindo. Para tanto, é preciso rompermos as fronteiras horárias de nossas obrigações: contemplar uma bela paisagem através da janela pode ser perfeitamente também um tempo de estudo e trabalho.

Trecho de O Ócio Criativo – Domenico de Masi
“O trabalho poderá tornar-se uma fonte de felicidades, como já o é para muitos empresários e altos executivos, se as empresas transformarem a competitividade em competência e a destrutividade em relações solidárias. Se elas forem mais cuidadosas com a estética de seus ambientes e objetos de trabalho. Se adotarem boas maneiras nas relações interpessoais e introduzirem um pouco da alma feminina em seus castelos embarricados pelos homens. Se abrirem uma brecha nos seus muros de proteção permitindo a entrada de um pouco de ar puro. Aí sim, o trabalho, junto ao calor do convívio cordial se tornará uma oportunidade para a socialização, o prazer e a melhoria contínua da qualidade da vida. Igualmente, para que a empresa tenha este carisma será sempre necessária a presença de chefes que incutam o entusiasmo, liberem os grupos dos procedimentos inúteis, gratifiquem os criativos, olhem para o futuro, promovam a inovação e tenham coragem de enfrentar o desconhecido. Para tanto, as condições ideais ainda são aquelas descritas por Platão em O banquete: comodidade, um grupo de amigos criativos, paixão pela beleza e pela verdade, liberdade carismática, tempo à disposição sem a angústia de prazos e vencimentos improrrogáveis. Felicidade, afinal, consiste também no fato de não ter prazos a cumprir. Precisamos, portanto, educar as pessoas para o ócio, enriquecendo as coisas de significado, preparando-as para gozarem a vida e não, apenas, para exercerem profissões. Enfim, para descobrirem que o paraíso existe e que é aqui na terra. Mas o inferno também existe e consiste em não se dar conta de que vivemos num paraíso.”

7 passos para aproveitar bem a sua semana

7 passos para aproveitar bem a sua semana
Quando perdemos o controle das nossas atividades, temos a impressão de que a semana voou e não deu para fazer quase nada. Os afazeres se acumulam na agenda, sobram tarefas para os momentos de descanso e o sábado e o domingo, que deveriam ser livres, acabam em mais trabalho.

Para que a semana fique bem equilibrada e produtiva, é importante observarmos alguns passos:

1. Ter visão global da agenda
É importante definir o que é fixo e o que é remanejável para distribuir as atividades de modo harmônico. Acumular muitas tarefas em um só dia pode comprometer a agenda ou deixá-lo exausto.

2. Estabelecer prioridades
Não dê margem à procrastinação: o que é mais importante deve ser feito primeiro.

3. Estabelecer pausas para refeições
Saco vazio não para em pé. Por mais que o dia esteja corrido, defina pausas claras na agenda para se alimentar bem, de modo saudável e com calma. Além de contribuir para a sua saúde, a boa alimentação o ajuda a se manter concentrado.

4. Delegar e saber dizer não
Quem quer dar conta de tudo, gasta muito energia e nunca fica satisfeito. Liste as tarefas diárias que pode delegar; e diga não àquilo que realmente não for importante.

5. Exercitar o corpo
Investir em exercícios físicos aumenta seu desempenho e potencializa sua energia para outras atividades.

6. Respirar corretamente
Fazer pequenas pausas para respirar calma e profundamente ajuda a manter o foco no presente.

7. Descansar na hora de descansar
Uma agenda bem montada permite que você tenha um tempo para você sem se preocupar com o trabalho. Aproveite!

Para falar bem, respire


Qualquer treinamento de comunicação que faço tem uma premissa que acompanha todo o processo: a respiração.
É simples: precisamos dela para viver. Não dá para esquecer de respirar.

Nas situações tensas, quando a voz precisa sair e não sai, não é a voz. É a respiração que fica presa.

Então, antes de falar, experimente primeiro soltar todo o ar dos pulmões. Depois, inspire profundamente até encher a barriga e o peito. Segure um pouquinho e aí solte o ar devagarinho, sentindo a movimentação dos seus músculos. Isso vai liberar a respiração, ou seja, soltar a sua fala.

Pedrinhas e montanhas

pedrinhas e montanhas
Hoje de manhã, li um texto que certamente vai mudar a minha semana. E não poderia deixar de compartilhar com vocês.

É uma historinha chamada “Esperança e Mudança” e fala da importância de a gente seguir, mesmo quando as coisas não estejam um mar de rosas.

Todos nós somos influenciados por pensamentos positivos e negativos, por momentos de segurança e ansiedade; memórias boas e dolorosas.

Quando nos agarramos aos aspectos positivos, seguimos em frente com facilidade. Os ruins, no entanto, costumam ser tão valorizados por nós a ponto de nos frear – e, em determinadas situações, até retrocedemos.

A conclusão desse texto é simples: os sentimentos ruins também fazem parte do caminho, assim como os bons. Devemos entender que temos ansiedade, por exemplo, mas não somos a ansiedade. Ou seja, ela é um dos ingredientes que farão parte da nossa caminhada. E só. Não precisamos ignorá-los, muito menos sobrevalorizá-los.

Devemos encarar esses sentimentos assim como as pedras de uma estrada em nossa caminhada. Sabemos que elas atrapalham um pouco, mas fazem parte de um cenário muito mais vasto para nos focarmos apenas em detalhes.

Respire fundo e contemple a paisagem.

Não há vitória sem suor

Estudos, pesquisas e entrevistas com quem experimentou o sucesso vêm nos mostrando um diferencial dessas pessoas: elas acreditam que têm controle sobre as próprias vidas – que podem decidir pelo o que querem e conseguem dar um jeito caso as coisas não saiam como o planejado.

Kazuo Inamori, fundador da Kyocera, diz que o êxito de qualquer projeto depende da capacidade de execução (aqui entram os talentos e habilidades) e também da dedicação e do entusiasmo. Ele pontua, no entanto, que o modo de pensar é o fator determinante.

Pessoas que pensam negativo, que costumam desacreditar sempre, dificilmente conseguem avançar ou até ajudar no progresso de alguém.

O contrário, pensar positivo, não significa ignorar as dificuldades, mas acreditar que elas são superáveis e inerentes ao processo de conquista. Não há vitória verdadeira sem suor.

Aos pessimistas, uma boa notícia: podemos mudar nosso modo de pensar. Acredite.

Crie sintonia


Sabe quando a conversa com uma pessoa está tão gostosa que você nem vê o tempo passar? Essa sintonia tem nome: rapport.

Entramos em rapport facilmente com as pessoas em quem confiamos e que, de alguma forma, pensam de modo parecido conosco. Inconscientemente, começamos a usar palavras semelhantes, a gesticular da forma similar, a falar no mesmo tom e volume, a piscar e até respirar na mesma velocidade.

Sabendo disso, é possível estimular o rapport com clientes, funcionários, colegas, novos amigos, parentes…

O primeiro passo é respeitar o outro e compreendê-lo, mesmo sem concordar com o que ele está dizendo (lembre-se de que cada um de nós tem uma forma de enxergar o mundo).

O rapport também só funciona se a intenção for positiva, clara e sincera – manipulação, por exemplo, não cria rapport.

Tendo isso em mente, comece a copiar, de modo discreto, alguns gestos e palavras do seu interlocutor. Se ele cruzar as pernas, cruze as suas também ou cruze as mãos. Anote mentalmente algumas palavras e expressões que ele utiliza e use-as quando você estiver falando.

Unindo essa técnica de espelhamento à sua atenção ao ouvir, o rapport começa a ser criado. Quanto mais respeito mútuo houver, maior a sintonia da conversa.

Sócrates e a liderança

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Você costuma questionar as suas verdades? Abrir-se para novas ideias? Em que você se baseia para tomar as suas decisões? Costuma levar adiante aquilo em que acredita, mesmo sendo questionado pela maioria? O que há de inovador na sua vida, na sua empresa, no seu departamento…?

Sócrates, um dos homens mais sábios da Grécia, costumava dizer: “só sei que nada sei”. Para ele, somente duvidando do próprio conhecimento, é possível chegar a novas conclusões e a melhores soluções.

Aqui no blog, falo muito sobre o papel do líder. Vamos pensar, então, no que Sócrates tem a nos ensinar sobre ser seguro a ponto de ouvir o que os outros têm a dizer; questionar as nossas crenças e, finalmente, defender as nossas próprias posições.

Invista alguns minutos do seu dia para assistir a esta sequência de vídeos sobre Sócrates e a autoconfiança.



As dez dimensões do Feedback


O feedback, se usado corretamente, é uma ferramenta muito valiosa para fortalecer a relação entre as pessoas e desenvolvê-las.

O que vejo quando dou treinamentos em empresas, no entanto, é bem diferente. O feedback é quase sempre confundido com bronca.

Para ser eficaz, é preciso entendê-lo como um processo, não uma intervenção pontual.

1.Elaboração de um plano
Planeje e mapeie a situação; pense bem no que dizer e dê o feedback com exemplos objetivos, pensando em possíveis alternativas e soluções – evitando, porém, sugerir excessivamente.

2. Abordagem específica
Seja objetivo e vá direto ao ponto. Não perca tempo com rodeios e suposições.

3. Foco em comportamentos
Paute o feedback no que a pessoa fez, não no que ela é ou você pensa que ela seja.

4. Escolha hora e local
O retorno deve ser ágil, logo após o ocorrido, e feito em local apropriado. O clima deve ser o mais agradável possível.

5. Feedback equilibrado
Equilibre o feedback positivo (reforçar comportamento adequado) e o corretivo (modificar comportamento).

6. Controle emocional
Cuide para não dar feedback de cabeça quente ou na frente dos outros. Foque-se também no aqui e no agora, não em fatos passados. Se quem estiver recebendo o feedback se alterar, pare e retome em outro momento.

7. Uso de técnicas eficientes
Faça contato visual, seja direto, faça feedback equilibrado e se foque nas questões essenciais.

8. Estilo eficaz
Crie a sua própria maneira de dar o feedback, observando as melhores práticas. Com o tempo, você acaba desenvolvendo um estilo próprio.

9. Descrição de sentimentos
Diga como você se sente quando a pessoa tem aquele tipo de comportamento, evitando palavras que sugiram tristeza, decepção… ou julgamentos. Prefira: “fico preocupado…”, “pensativo…”. E passe as suas percepções.

10. Capacidade de ouvir
Encoraje a outra pessoa a expressar seu ponto de vista e então escute atentamente o que ela diz. Isso requer a habilidade de fazer perguntas genéricas que estimulem o outro a dizer o que pensa.

Equilibre sua vida depois do carnaval

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Se você preferiu ficar em casa no feriado, pode aproveitar os dias de folga para dar um gás nos seus projetos.

Embora 2012 já tenha começado há um tempo, é comum que algumas das nossas promessas de fim de ano ainda estejam na gaveta.
Aproveitar esta folga para relembrá-las e colocá-las em prática é uma boa ideia.

Observe como estão as áreas da sua vida e trace objetivos para cada uma delas:

1. Saúde e disposição

2. Desenvolvimento intelectual

3. Equilíbrio emocional

4. Realização profissional

5. Recursos financeiros

6. Contribuição para a comunidade

7. Família

8. Relacionamento afetivo

9. Vida social

10. Lazer

11. Plenitude e felicidade

12. Espiritualidade

Esses são os pilares da nossa vida. Quando faltamos com algum, há reflexos em todos os outros.
Lembre-se de que quando cuidamos de nós mesmos nos tornamos também pessoas melhores para os outros.

A motivação em 14 passos


Nos meus treinamentos de comunicação e processos de coaching, o questionamento sobre a motivação está sempre presente: o que fazer para me motivar?

Antes de qualquer dica, é preciso se conhecer para saber do que gosta e para onde quer ir.

Omar Periu, um dos palestrantes motivacionais mais conhecidos do mundo, listou 14 passos muito bacanas para se manter motivado. A divulgação é do site Época Negócios.

1. Condicione sua mente
Essa é básica. Concentre-se nos pensamentos positivos e evite os pensamentos negativos.

2. Condicione seu corpo
Sem energia física fica difícil manter-se em ação. Mantenha suas metas de alimentação e exercícios físicos em dia e as siga como um plano de negócios.

3. Evite pessoas negativas
Elas sugam sua energia e desperdiçam seu tempo. Permanecer junto a elas é o mesmo que atirar no próprio pé.

4. Fique perto dos motivados
A primeira vantagem é que a energia positiva passará para você. A segunda é que você poderá imitar as estratégias de sucesso do motivado.

5. Tenha objetivos, mas mantenha-se flexível
Nenhum plano deve ser desenhado de maneira que se torne mais importante do que alcançar a meta.

6. Atue com um propósito maior
Qualquer atividade ou ação que não servir o seu objetivo maior é esforço desperdiçado – e deve ser evitado.

7. Assumir a responsabilidade por seus próprios resultados
Evite culpar ou dar crédito à intervenção da sorte, do destino ou do divino. Assuma seus erros e também seus acertos.

8. Estenda seus limites diariamente.
Andar por caminhos antigos e conhecidos é como envelhecer. Estender-se por novas trilhas faz você crescer e evoluir.

9. Não espere perfeição, faça agora!
Os perfeccionistas são os perdedores no jogo da vida. Busque a excelência em vez do inatingível.

10. Comemore suas falhas
Suas lições mais importantes na vida virão a partir do que você não conseguir. Tire um tempo para entender onde falhou.

11. Não leve o sucesso muito a sério
O sucesso de hoje pode ser o fracasso de amanhã. Não se acomode nunca.

12. Evite metas fracas
Os objetivos são a alma da conquista. Evite o “Eu vou tentar…”. Prefira o “Eu quero” ou “eu devo”.

13. Não agir é a única falha real
Se você não agir, falha por padrão e não consegue nem mesmo aprender com a experiência.

14. Pense antes de falar
Mantenha silêncio em vez de expressar algo que não serve ao seu propósito.

9 passos para a delegação eficiente

delegação
Delegar faz parte da nossa rotina (ou deveria fazer).
De limpar a casa a passar a outra pessoa uma tarefa importante no trabalho, se não delegamos, perdemos um tempo valioso de atividades mais importantes, como planejar e reequilibrar as energias.

Delegar, no entanto, não é ‘delargar’.
Tendemos a passar o urgente para ficarmos com o importante, o chato para fazermos o legal, o rotineiro para ficarmos com aquilo que exige inovação, criatividade e que vai gerar reconhecimento…

Feita de modo eficiente, a delegação pode ser um excelente instrumento de motivação, treinamento e enriquecimento de funções. Confira algumas dicas do especialista em educação corporativa Luiz Augusto Costacurta Junqueira.

1. Delegue a quem tem competência e empenho demonstrados
Não necessariamente a pessoa precisa conhecer a fundo a atividade, mas tem que ter o potencial para desenvolvê-la e, acima de tudo, vontade;

2. Acompanhe sem ser controlador
Deixe claro que você verificará periodicamente o andamento do trabalho; defina os tipos de relatório e sua periodicidade;

3. Abra-se ao apoio
Esteja acessível para responder perguntas;

4. Conceda margem de erros
Não repreenda quando alguém lhe disser que errou. Use esse erro como oportunidade de treinamento;

5. Determine prazos realistas
Avalie em quanto tempo você mesmo cumpriria a tarefa;

6. Partilhe suas ideias e expectativas
Se vislumbrar um determinado resultado, é preciso informar ao delegado;

7. Estabeleça limites
Defina até onde vai a autonomia de ação/decisão;

8. Não estruture demais a tarefa
Deixe que o subordinado escolha que caminhos tomar;

9. Por último, se você acha que já delega suficientemente, proponha a si mesmo as seguintes questões:
– Quando você viaja ou entra de férias, seu departamento/unidade funciona mais devagar?
– Seu substituto eventual, na sua ausência, resolve apenas parte dos problemas que aparecem?
Se a resposta for afirmativa para as duas perguntas, você deve se questionar se está delegando pouco. Provavelmente está!

10 princípios das equipes de alto desempenho

Transformar um grupo em equipe já não é um processo fácil. É permeado por turbulências, conflitos de poder, crises de produtividade e outros tantos aspectos profissionais e pessoais.

Como, então, construir uma equipe altamente eficaz?

Para o professor e consultor em gestão empresarial Luiz Roberto Carnier, isso é possível, desde que os seguintes princípios sejam seguidos:

1. Transparência total
A empresa precisa cultivar o hábito e, até mesmo, o desejo de informar as suas ações a todos. Não significa abrir dados sigilosos, mas jamais surpreender as equipes com decisões que as atinjam.

2. Quanto menor, melhor
É muito mais fácil envolver 5 do que 20 pessoas num projeto.

3. Gente diferente
Toda equipe deve ser formada por profissionais com habilidades e conhecimentos distintos. Assim, poderão se complementar.

4. Liderança efetiva
É preciso ter alguém competente – e que goste de gente – à frente da equipe para gerenciar seus conflitos.

5. Foco nos pontos fortes
É aquela lógica de potencializar os talentos ao invés de só tentar corrigir pontos fracos.

6. Respeito aos prazos

7. Amizades à parte
De modo algum significa proibir amizades. Mas não necessariamente uma equipe de alto desempenho é composta apenas por amigos.

8. Autogestão
Apesar de haver um líder à frente, uma equipe eficaz tem o empowerment necessário para tomar decisões.

9. Ar sempre renovado
Mudanças de estratégias e novos desafios motivam a equipe.

10. Devolutiva constante
O feedback adequado dado por alguém que acompanha a equipe é imprescindível.

Dicas de um guru da negociação

William Ury é considerado um dos maiores negociadores da atualidade. Tem no currículo trabalhos com a Casa Branca, com o Kremlin, com o presidente venezuelano Hugo Chávez, participou do acordo de Camp David e atuou até na resolução de conflitos tribais.

O americano também se consagrou como escritor ao lançar, em parceria com Roger Fischer, o best-seller Como Chegar ao Sim [Getting to Say Yes: Negotiating Agreement Without Giving In], que vendeu oito milhões de cópias e foi traduzido para mais de 30 idiomas.

Durante uma visita ao Brasil, Ury deu uma entrevista interessante ao Época Negócios sobre as características do bom negociador. Separei aqui alguns trechos.

A natureza humana favorece as negociações?
Creio que sim. Eu acho que não estaríamos aqui se não fôssemos capazes negociar. Há tantos conflitos ao redor do mundo atualmente, tantas mudanças, e os seres humanos têm tanta engenhosidade para criar máquinas de destruição, que sem negociação não acho que ainda estaríamos vivos.

Com quem é mais difícil negociar: conhecidos ou desconhecidos?
As negociações que as pessoas acham mais difíceis são precisamente aquelas com indivíduos conhecidos que teoricamente estão jogando pelo mesmo time e têm os mesmos objetivos.

Como alguém pode aprender a ser um bom negociador?
Antigamente se dizia que as pessoas nasciam ou não sabendo negociar. É verdade que negociar exige certa arte, mas mesmo Michelangelo era um aprendiz. A questão é que negociar é algo entre uma arte e uma ciência. Existem traços de personalidade que fazem ser mais fácil para certas pessoas negociar, como ser paciente, colocar-se no lugar do outro, ser criativo e ter habilidade para tolerar ambigüidade e paradoxos. Tudo isso são características que favorecem um bom negociador. Mas é como qualquer esporte. É como jogar tênis, qualquer um pode aprender. Como você muda o jogo de uma negociação? Como ao invés de se atacarem os dois lados decidem atacar juntos o problema, para chegar a uma solução que seja razoável para as duas partes? Esse é o grande desafio. Perguntar quem está ganhando uma negociação entre republicanos e democratas, árabes e judeus, é mais ou menos como perguntar quem está ganhando o seu casamento. Se você se pergunta isso, seu casamento corre sérios riscos.

E qual é o segredo então para virar o jogo?
O ponto chave de uma negociação bem-sucedida é conseguir se distanciar da situação. É como se você se imaginasse negociando em um estádio e a sua mente fosse para a arquibancada, para que você pudesse manter a perspectiva e se lembrar exatamente do que precisa. Em uma negociação, é muito fácil perder essa perspectiva. A maior barreira para chegarmos onde precisamos, a meu ver, não é uma pessoa difícil do outro lado, somos nós mesmos. É a nossa tendência humana de reagir sem pensar. Nós ficamos bravos, e é como dizem: nervoso, você fará o melhor discurso de que você se arrependerá para sempre.

Como o aspecto psicológico pesa numa negociação?
Para negociar, temos que ter uma cabeça de engenheiro, mas precisamos também ter a cabeça de um psicólogo para saber lidar com o ego e os sentimentos das pessoas. É preciso ser os dois. Há sete anos, eu estive envolvido em negociações entre Chávez e a oposição venezuelana, em um momento em que a população estava muito dividida. Havia o aspecto psicológico do problema. A primeira vez que eu me encontrei com o Chávez ele me disse: “como você quer que eu negocie? Você sabe o que a oposição diz na TV sobre mim? Eles me chamam de macaco”. Ele estava muito ofendido. Esse era o aspecto psicológico. A oposição também estava enfurecida por Chávez ter ido à TV nacional e os chamado de os quatro cavaleiros do Apocalipse. Eu percebi que se por um lado existia uma disputa de poder, por outro havia um aspecto psicológico substancial. As pessoas estavam muito bravas, sentindo-se quase humilhadas, com certeza desrespeitadas.

Quem você classificaria como um ótimo negociador atualmente?
Nelson Mandela. Ele ficou preso por quase 30 anos e negociou sua saída de dentro da cadeia. Ele disse que não iria aceitar nenhuma condição para ser libertado. E, então, ele negociou com o governo, que tinha todo o poder em suas mãos. Na prisão, Mandela estudou a psicologia, a história, as regras e a língua dos africâneres. Ele pôde assim explicar a eles, no idioma deles, porque era do interesse deles ceder poder para a democracia. E foi um exemplo magnífico de negociação. Além disso, Mandela também teve a habilidade de explicar a seu povo, que tinha sido tão oprimido, que ele precisava perdoar e deixar o passado ser o passado e seguir adiante para construir uma África do Sul que funcionasse para negros e brancos.

E qual é a melhor maneira de se preparar para uma negociação?
A primeira coisa é arranjar tempo para se preparar. Hoje, com tantas coisas acontecendo, nós não nos preparamos. Levamos os papéis como uma lição de casa para ler à noite e eles voltam para o escritório do mesmo jeito que foram para casa. A melhor maneira de se preparar é treinando com alguém, mesmo que você vá negociar sozinho. Use um amigo ou colega para te ajudar. Prepare-se considerando quais são os seus interesses e também os do outro lado e estude opções para a conciliação. Uma das perguntas mais importantes a ser feita, e que por sinal quase nunca o é, é o que eu terei que fazer se eu não alcançar um acordo com a outra parte? Qual é a minha alternativa à negociação? Se você pensar nisso com antecedência, será mais eficiente ao negociar.

Quais são as habilidades específicas necessárias para se negociar no mundo dos negócios?
Uma coisa fundamental é saber ouvir. Embora pensemos que negociar é mais sobre falar, na realidade, é muito mais sobre ouvir. O que você está tentando fazer quando negocia é influenciar o outro e mudar sua opinião. Como você pode mudar a opinião de alguém se você não sabe qual é a opinião dele? Em encontros de negócios, é muito comum negociar em grupos. Geralmente, escolhe-se um porta-voz que irá falar pelo time. Eu acho que também é importante escolher alguém que tenha como função exclusivamente ouvir. Esta será uma tarefa de tempo integral, porque é muito difícil falar e realmente escutar ao mesmo tempo.

Leia a íntegra da entrevista em Época Negócios

Será?

dúvida
Qual caminho seguir? Qual deles comprar? O que devo fazer? …

A dúvida é parte integrante das nossas vidas. Todos temos. O que diferencia uma pessoa decidida de outra indecisa é a relação que cada uma tem com suas incertezas.

A dúvida faz parte de todo o processo, e não podemos nos debruçar em estudos a cada decisão que temos que tomar. Aí, ganhamos uma ideia valiosa do pai da filosofia moderna, René Descartes: mesmo na incerteza, seja firme e resoluto!

Simplesmente escolha um caminho e vá, sem gastar energia pensando em como poderia ter sido caso fosse por outro.
Se você errar, vai descobrir para onde não ir, como não fazer.

Thomas Edison só conseguiu criar a lâmpada lá pela milésima tentativa. Ao ser questionado sobre o fato de ter falhado tantas vezes, ele respondeu: “Eu não falhei 999 vezes, só encontrei 999 maneiras de como não fazer uma lâmpada”.

Esse é um ótimo exemplo do que também aconselhava Steve Jobs:
Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você quer se tornar“.

Lembre-se: não arriscar é também um risco.

Este texto contou com a terna contribuição de Danilo Almeida

Peter Drucker e a liderança

Para o pai da administração moderna, todos os líderes eficazes que ele encontrou – tanto aqueles com os quais trabalhou, como os que apenas observou – sabiam de quatro coisas simples:

1. A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadoras. Outras profetas. Outras realizadoras. Todos os papéis são importantes e muito necessários. Mas, sem seguidores, não existem líderes!

2. Um líder eficaz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem as coisas certas. Popularidade não é liderança. Resultados sim.

3. Os líderes são bastante visíveis. Portanto, servem de exemplo.

4. Liderança não quer dizer posição, privilégios, títulos ou dinheiro. Significa responsabilidade.

5 dias para reinventar sua carreira em 2012

O consultor organizacional Eduardo Shinyashiki elaborou a pedido de EXAME.com uma agenda interessante para planejar sua trajetória profissional em 2012.

Dia 1
O pontapé dessa jornada para começar 2012 com planos de carreira bem feitos depende de um questionar de rumos. “Se a gente não define para onde quer ir, 2012 pode ser uma sucessão de lugares que eu não quis, mas a vida acabou me levando”, diz o especialista.

Por isso, dedique o primeiro dia para decidir onde você quer estar profissionalmente quando o próximo ano der seus suspiros finais. É em um emprego novo? Um posto acima na hierarquia da empresa? Uma pós-graduação em andamento? Um segundo, terceiro ou quarto idioma na ponta língua e sem engasgos? O que você quer, realmente, para a sua carreira?

“Uma empresa que não tem uma missão definida gasta muito recurso com pouquíssimo retorno”, diz o especialista. Neste ponto, o espírito deve ser o mesmo dos gestores das companhias quando determinam a tríade missão, valores e visão corporativas.

Lembre-se: cumprir todas as metas propostas pela empresa (definitivamente) não é sinal de que tudo anda bem na sua carreira. No filme Meia Noite em Paris (Woody Allen/2011), o roteirista Gil tem uma carreira bem sucedida em Hollywood. Mas mesmo assim, ele não está feliz porque o que ele quer mesmo é ser escritor. “Para quem não escolhe, resta o destino. Quem decide, tem futuro”, diz.

Dia 2
Agora é hora de fazer um mapeamento do que está acontecendo na sua carreira. Em outros termos, colocar a si mesmo na berlinda. Cheque o que deu certo e o que não ao longo do ano que passou. Investigue as razões para cada ação bem ou mal sucedida. Destaque seus pontos fracos e quais deles podem impedir que você alcance o destino determinado no dia anterior.

“No Japão antigo, todo jovem samurai tinha que se perguntar sobre quais eram os próprios pontos fracos e tornar isso consciente. Eles não tinham vergonha de admiti-los”, diz.

Dia 3
Reserve um bom tempo deste dia para determinar as estratégias para dar um “jeito” nos seus pontos fracos e correr atrás do seu objetivo final. Seja realista e objetivo. Nada de definir ações pouco plausíveis para seu contexto atual.

“É dia de dar uma resposta às questões O quê? Quando? Onde? Quem?”, diz Shinyashiki. Em outros termos, para cada proposta você deve desenvolver um plano de ação com prazos e meios para tirá-los do papel.

Exemplo: se você não é bom para fazer apresentações ou suas habilidades básicas de comunicação engasgam, determine um prazo final para fazer um curso de oratória, por exemplo.

Dia 4
Aristóteles, em sua “Ética a Nicômano”, olhou para as andorinhas para justificar que uma pessoa não pode ser julgada por atos isolados. A sabedoria popular, conscientemente ou não, adaptou a metáfora “uma andorinha só não faz verão” para o contexto de que sozinho, ninguém consegue fazer nada.

Lembrar-se disso durante esta semana é essencial para colocar sua carreira em movimento e não apenas se deixar levar pelos acontecimentos da vida.

Pensando nisso, dedique um tempo para se aproximar das pessoas. O especialista define: “Networking não é quantas pessoas você conhece, mas quantas pessoas tem você no coração”. Profissionalmente falando.

É desse tipo de relação que nascem as parcerias que podem ser decisivas para seu futuro profissional. Atenção, networking também não é uma questão de assumir o papel de aproveitador. “As pessoas bem sucedidas são aquelas que souberam desenvolver um interesse genuíno pelas pessoas”, diz o especialista.

Dedique esse dia para enviar e-mails, fazer ligações e simplesmente agradecer a todas essas pessoas pela importância delas para seu 2011.

Dia 5
Reserve o último dia para celebrar e sonhar. Exatamente. Visualize exatamente como você gostaria que seus dias profissionais fossem em 2012 e alegre-se por aquilo que ainda está para se realizar, explica Shinyashiki. Como todos os detalhes importantes da vida, a carreira também merece uma pitada de leveza, esperança e celebração. Todos os dias.

Extraído de:

 

Brinde as conquistas

Você ainda se lembra do que havia planejado lá no fim de 2010 para este ano? Chegou a montar uma lista, a traçar objetivos, fazer promessas, pular ondinhas?

Esse período entre o Natal e o Réveillon começa a nos instigar ao planejamento. É comum engatarmos um ano no outro sem olhar para o que fizemos e deixamos de fazer, as oportunidades que tivemos e para o quanto evoluímos.

Nos preparamos para festejar a chegada no ano, mas nos esquecemos de comemorar as nossas próprias conquistas.

Antes de começar o planejamento profissional e pessoal para 2012, resgate a sua lista do ano passado, reviva os momentos de vitória e de aprendizado deste ano. Curta com você mesmo este balanço. E, principalmente, inspire-se nele para estabelecer as metas futuras.

Na hora da virada, reserve um minuto para um brinde a você. E que venha 2012 cheio de novos desafios!

Direito ao delírio

direito ao delírio

O vídeo abaixo tem uma das mensagens mais belas que vi neste ano.

O grande Eduardo Galeano toca o intento mais profundo deste blog: promover a expansão das nossas consciências; o conhecimento; instigar que façamos e transmitamos o que somos, para vivermos da melhor forma que podemos.

Reserve sete minutos e meio do seu dia para você. E se permita o direito de sonhar.

 

4 características comuns aos Líderes


Warren Bennis, psicólogo e conselheiro de quatro presidentes dos EUA, é chamado de “profeta da liderança”.

Ele dedica a sua vida ao estudo do comportamento dos líderes, ainda assim afirma que “liderança é como a beleza: difícil de definir, mas fácil de reconhecer”.

Em suas pesquisas, ele aponta 4 características comuns aos líderes:

1. Gerenciamento da Atenção
Capacidade de mobilizar as pessoas por um sonho, um conjunto de propósitos e um programa claro de trabalho.

2. Gerenciamento do significado
O objetivo do líder é criar um significado para o trabalho e não simplesmente explicá-lo.

3. Gerenciamento da confiança
As pessoas preferem seguir aqueles em quem podem confiar, mesmo discordando de suas opiniões.

4. Gerenciamento de si próprio
Autoconhecimento, desenvolvimento de pontos fortes e da capacidade de enfrentar riscos, uma vez que gerentes incompetentes podem tornar a vida de outras pessoas pior, deixando-as doentes ou menos ativas.

Nietzsche e as pedras do caminho

Ao pensarmos no sucesso que queremos atingir, costumamos idealizar (por mais críticos que sejamos) um futuro parecido com o da novela. É só sermos bons que conseguiremos dinheiro, um casamento perfeito, filhos satisfeitos, uma bela casa… um final feliz.

Nietzsche foi um filósofo que se dedicou muito à questão da realização. Para ele, o primeiro passo para não obtê-la é desejar algo inatingível, perfeito. Outra barreira extremamente limitante é o fato de tentarmos evitar a dor a todo custo.

“É do ápice que desfrutamos a melhor vista. Mas chegar até lá é sempre mais difícil”.*

Para Nietzsche, nem tudo aquilo que nos faz sofrer é necessariamente ruim, assim como nem tudo o que nós dá prazer nos faz bem.

Ou seja, sair da zona de conforto pode doer, mas é a única maneira de atingirmos a verdadeira realização.

*Recomendo os trechos abaixo do documentário “Filosofia: um guia para a Felicidade”, escrito e apresentado pelo filósofo Alain de Botton (que, inclusive, esteve no Brasil por esses dias).

6 princípios de Liderança

Segundo Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York

1. Conhecer bem aquilo em que você acredita
Para ser um líder efetivo, suas ideias a respeito de metas, objetivos e valores precisam ser fortes e claras, de modo que acontecimentos e influências externas não consigam desviá-lo do caminho.

2. Ser otimista
Quem quer conviver com alguém notadamente pessimista?
É preciso que o líder sempre procure ver o lado positivo das coisas para poder contaminar seus liderados com essa positividade.

3. Coragem
É tipicamente mal compreendida pelas pessoas. Muitos pensam que coragem é a ausência do medo. Coragem é a administração do medo. Pessoas corajosas usam o medo como fator de motivação para que busquem continuamente a melhoria de sua própria performance. Lidar com o novo é sempre um risco. O líder competente usa o medo do risco para administrar as contingências e tornar a situação mais gerenciável.

4. Planejamento contínuo
A tese é: se você está preparado para o pior, será mais fácil administrar/ solucionar o inesperado.

5. Trabalhar em equipe
Acreditando que pode fazer tudo sozinho, você fatalmente acabará sozinho. É muito importante que o líder conheça as suas próprias forças e fraquezas para que possa montar equipes que possuam competências complementares às suas.

6. Comunicação
Para se tornar um melhor comunicador, Giuliani dá uma receita simples: seguir os cinco primeiros princípios. Contudo, o planejamento contínuo é considerado crucial para garantir a qualidade da comunicação. A tese de Giuliani é que a comunicação é o somatório de informação e emoção. Se as coisas não correm conforme o planejado, é preciso manter as pessoas informadas sobre o que está acontecendo exatamente. Isso aumentará a credibilidade do líder perante seus liderados.

*Este texto me foi apresentando pela brilhante professora da FGV Celisa Gonçalves.