Será que ainda tem alguém que acredita que apenas criar uma boa marca ou ostentar um discurso bonito é suficiente para convencer a opinião pública?
Isso pode ter ocorrido um dia, mas o relógio não parou, muito menos a tecnologia. E a evolução social transformou a comunicação num processo em que quem emite e quem recebe a mensagem jogam cada vez mais de igual para igual.
Se alguém ainda tinha dúvida, uma nova amostra da força emergente da opinião pública foi dada nesse fim de semana: pessoas unidas por uma causa (um protesto contra demonstrações de preconceito em torno da instalação de uma estação de metrô em São Paulo) se mobilizaram via redes sociais e materializaram a ideia por meio de uma manifestação de rua.
Ganha força o cidadão, ganha força o consumidor.
Exemplos são vistos todos os dias. Destaco outros dois que me chamaram a atenção.
No começo do ano, a Brastemp prometeu rever a política de atendimento ao cliente depois de aparecer nos trending topics do Twitter. O barulho começou quando o procurador Oswaldo Boreli colocou no Youtube um vídeo relatando o problema que teve com uma geladeira. Foram três meses de reclamação que só terminaram devido à repercussão na internet. O consumidor ficou com uma nova geladeira; a empresa, com um tremendo prejuízo de imagem.
A Arezzo também passou por um enorme constrangimento ao lançar uma coleção de roupas e sapatos feitos com peles exóticas. Mensagens furiosas contra a marca dominaram os tópicos mais comentados do Twitter por três dias, até a empresa anunciar a retirada da coleção.
Um dos principais nomes em tecnologia e inovação do Brasil, Silvio Meira, faz o alerta sobre as mudanças de comportamento dos consumidores: as empresas que ainda não enxergaram a importância das redes sociais em sua comunicação estão caminhando para o grande cemitério dos CNPJ. Para as figuras públicas, vale o mesmo.
Você está preparado para essa realidade?

Anúncios