Na última semana, participei de um seminário no qual a presidente do Institute of International Training, Cristina Samuels, comentou uma característica marcante do brasileiro: a dificuldade de dizer não. Essa, segundo ela, é uma das principais barreiras de comunicação que estrangeiros encontram por aqui.
“Pode deixar que vamos fazer o nosso melhor”, “vamos tentar”, “olha, acho que pode dar certo”, “vou ver se consigo”, “vou analisar com calma e te respondo depois”, “vou pensar com carinho”, “hum, volto aqui mais tarde”, “me dá mais uma semana para eu ver se consigo”…
Quando uma das frases acima é usada, é pouco provável que a pessoa vá realmente pensar, tentar ou conseguir.
Talvez isso tenha relação com o meu post anterior, a dificuldade de ouvir não. O fato é que muita gente prefere “sumir” a dizer um não.
Pare pra pensar em quanto isso é chato.
Primeiro, porque o outro fica aguardando um retorno que não vem.
Segundo, que a resposta, inclusive negativa, poderia ajudar a melhorar um serviço ou produto que não está adequado.
E, terceiro, porque você tem todo o direito de negar aquilo que você não quer ou não pode fazer.
Lembre-se de que existem muitas formas de falar as coisas, até mesmo as difíceis. É só pensar e dizer. Experimente.

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