Por que às vezes atropelamos as opiniões alheias, na certeza de que estamos com a razão e de que do nosso jeito é melhor?
Melhor por quê? Melhor para quem?

Todos formamos ao longo da vida modelos mentais para interpretarmos o que vemos, ouvimos, experimentamos e somos. Construímos um mecanismo de compreensão do mundo que não nos deixa enlouquecer com a quantidade de informações que recebemos a cada segundo. Que bom.

O problema é que nos esquecemos de que não percebemos o mundo, mas apenas o recorte que fazemos dele por meio de nossos preconceitos, vivências, traumas, conquistas, educação…

E é claro que essas experiências são diferentes para cada pessoa. Se várias delas subirem ao terraço de um arranha-céu, cada uma vai ser atraída por pontos distintos – o bairro onde mora, a escola em que estudou, o restaurante de que gosta, a avenida por onde passa…
Algumas vão ter medo e outras irão adorar a altura. Cabe, por isso, taxá-las de covardes ou inconsequentes?

Percebemos o que nos é familiar e costumamos aceitar aquilo que se encaixa aos nossos padrões de certo e errado.
Mas quem está certo e quem está errado? Existe o certo ou o errado?
Por quê? Para quem? Sob qual perspectiva?

No nosso dia-a-dia, passamos por diversas situações nas quais negamos a opinião alheia para reafirmarmos os nossos modelos mentais.
Acontece que o tempo passa, as coisas mudam e para evoluirmos também precisamos questionar um pouco mais as nossas certezas.
Que tal sairmos da nossa caverna para ver que outras realidades existem lá fora?

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