O jornalista Ivan Sebben fez um comentário muito bacana sobre o dilema financeiro da mudança: “…vender um carro para custear um estudo fora. Morar de aluguel e comprar uma bicicleta…”. O que fazer e quando?

Planejamento parece burocrático demais quando a vontade é de simplesmente chutar o balde. Mas é imprescindível segurar a ansiedade para dar o passo certo. Um processo de mudança de carreira pode levar alguns meses ou até anos. Por isso, é muito importante manter uma reserva financeira e, principalmente, segurar o impulso.

Um grande amigo estava certo de que encontraria satisfação em outra área – para a qual precisaria de uma nova graduação. A ideia era pedir demissão do emprego, que tomava quase todo seu dia, e trabalhar como freelancer, em meio período, para conseguir administrar a vida profissional e a acadêmica.
Antes de sair da empresa, veio o impulso de comprar um carro. Ele chegou a visitar várias concessionárias, estudou formas de financiamento, até que – ainda bem – caiu a ficha: como se arriscaria a pedir demissão, tendo que pagar todo mês as prestações do carro? Então, ele decidiu conter a vontade até que sua situação profissional ficasse mais estável.

Nem tudo são flores
É muito bom correr atrás daquilo que você realmente quer. Mas o período de transição pede alguns desses ‘sacrifícios’. Assim como no caso descrito acima, não é hora de reformar a casa, comprar uma TV nova ou fazer uma viagem cara. Segure as pontas. Dependendo do seu projeto, pode ser que você tenha até que vender alguma coisa – mas equacione perdas x investimentos: abrir mão de um carro pode prejudicá-lo caso queira trabalhar como autônomo, por exemplo.

Lembre-se de que nenhum planejamento, por mais detalhado e embasado que esteja, é imune a imprevistos. Tenha sempre alternativas em vista (plano b, plano c…).
Mudanças também costumam gerar muita ansiedade e insegurança. Eleja mentores e peça ajuda. É um período complicado, mas vale a pena. Boa Sorte!

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