Pesquisas, especialistas, mentores e CEOs do mundo todo concordam que um dos principais segredos do sucesso é conhecer os próprios talentos e colocá-los em ação. Parece algo simples, que está nas nossas mãos. Mas é difícil ativar esse modo de pensar quando aprendemos e nos acostumamos com algo muito diferente disso:

“Guiada pela crença de que bom é oposto de mau, a humanidade tem insistido há séculos em sua fixação na culpa e no fracasso. Os médicos estudaram as doenças para aprender sobre saúde. Os psicólogos investigaram a tristeza para aprender sobre alegria. Os terapeutas procuraram descobrir as causas do divórcio para aprender sobre o casamento feliz. E nas escolas e locais de trabalho, nos quatro cantos do mundo, cada pessoa tem sido encorajada a corrigir suas fraquezas para se tornar mais forte”. (Buckingham e Clifton, 2008)

É muito fácil identificar isso. Quantas crianças excelentes em linguagens tiveram que passar a tarde em reforços exaustivos de matemática, e vice-versa? E se desde cedo, em vez das fraquezas, os talentos é que fossem estimulados em aulas avançadas… Será que não haveria reflexos positivos até para a autoestima desses alunos?

Fazer o que gosta
Numa conversa com estudantes, em Nebrasca, nos EUA, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, disse o seguinte: “se há alguma diferença entre vocês e eu, pode ser simplesmente que eu me levanto todo dia e tenho a chance de fazer o que adoro fazer. Todo dia. Se quiserem aprender alguma coisa comigo, esse é o melhor conselho que posso dar”.

Mas o que adoramos fazer? (De verdade! Não aquilo que esperam que adoremos…) Para grande parte das pessoas, essa ainda é uma pergunta sem resposta. E quem tem a reposta?
Sócrates já a deu há um tempão: “Conhece-te a ti mesmo”.

Não tem como conhecermos aquilo que queremos e aquilo que temos de melhor se não sabemos quem somos. Mas, a partir do momento em que reconhecemos quem queremos ser e o que gostamos de fazer, está nas nossas mãos ser e fazer.
Para o filósofo Espinosa, “ser o que somos, e nos tornarmos o que somos capazes de nos tornar, é o único objetivo da vida”.

E já que esse post está recheado de citações, termino com mais uma, agora de Shakespeare. “Somos feitos da mesma matéria de nossos sonhos”.

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