Preparada? Segura no equipamento… Vambora!!!

salto corte

Sou uma pessoa com fortes tendências a criar expectativas. Minha autoconsciência e um trabalho intenso e contínuo de desenvolvimento pessoal me ajudam a segurar os pés nos chão, mesmo que a mente fique boa parte do dia nas nuvens.

Não foi diferente com o meu primeiro salto de paraquedas. Fantasiei muito. Imaginei como seria entrar no avião, se me passaria pela cabeça desistir lá no alto, como seria sair pela porta a 10 mil pés… mas no meio de tanta ansiedade eu sentia uma certeza: o salto mudaria a minha vida.

Não vou entrar no clichê de que é preciso ter coragem e nem aconselhar ninguém a fazer o mesmo. Cada um é que deve saber bem dos seus sonhos e planos.

O divisor de águas para mim foi tirar esse meu sonho do plano e marcar uma data para ele. Sinto vontade de saltar há anos, nem sei quantos. E, por algum motivo, nunca dava. Era um amigo que desistia, um compromisso ou uma viagem que surgia, a espera de um preço promocional ou algo do tipo. Quando parei para pensar nas dezenas de desculpas, assumi a responsabilidade de ir, mesmo que sozinha.

Foi no domingo passado. Não tive medo. Mesmo. A vontade era tão grande que encobria qualquer outra coisa. Experimentei a melhor sensação da minha vida na queda livre. E quando cheguei ao solo comecei a chorar um choro que vinha de um lugar muito profundo. Eu ainda não sei exatamente de onde e nem mesmo o porquê da intensidade daquela emoção, mas o que a minha racionalidade conseguiu traduzir até agora foi: a linha que divide um sonho da realidade é apenas uma data marcada.

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