“A felicidade é entrar em seu próprio ser. No começo, é difícil, árduo; no começo, você terá de encarar a aflição. O caminho é enorme, porém, quanto mais você penetrar nele, maior será a recompensa”. Osho

grama

Tenho refletido muito ultimamente sobre o esforço que fazemos para não sermos felizes. Das coisas pequenas às grandes aflições, tendemos a prolongar a dor ao evitarmos encará-la de fato. Ela está lá, mas é como se fosse melhor não mexer com ela. Ao fazermos isso, não nos resolvemos com a dor e, consequentemente, não nos permitimos ser felizes porque tem algo pesado logo ali que não deixa.

Essa tendência de tentar esconder de nós mesmos aquilo que dói acaba nos colocando num estado incômodo de expectativa. Transferimos para o futuro nosso bem-estar: “um dia, as coisas vão se resolver”; “tenho fé que um dia vai dar certo”; “quando eu me aposentar…”; “quando eu estiver ganhando mais dinheiro…”; “mais pra frente…”; “daqui a alguns anos…”.

Tem certeza de que vai dar tempo?
No esconde-esconde ilusório (porque a dor está sempre presente de alguma forma, mesmo escondidinha), evitamos pensar na finitude dos ciclos: iniciamos relacionamentos buscando acreditar que são para sempre e vivemos como se não fôssemos morrer. Pense a respeito… o pra sempre, de alguma forma, acaba nos afastando da responsabilidade, que é incondicionalmente nossa, sobre as nossas vidas e relacionamentos. O futuro, no entanto, depende do que fazemos agora, nesse instante.

Quer ser feliz?
O que, então, é importante resolver imediatamente dentro de você para que esse caminho interno de alegria e presença se abra? Acredite, o “monstro” é, de fato, muito menor do que imaginamos. Grandiosa sim é a sensação de nos entendermos com ele. É tão libertador quanto deixar de carregar uma mala cheia de pedras.

O que dá pra fazer?
Essa reflexão toda nasceu de perceber o quanto as pessoas que se consideram leves e felizes lidam com a finitude. A morte e a tristeza, por exemplo, são “monstros” encarados por elas de frente e consideradas apenas parte da nossa vida. E, por isso mesmo, a morte e a tristeza não são monstros, mas, de certo modo, aliadas da plenitude. Trazer claramente à consciência que um dia iremos partir nos ajuda a perceber que a vida é o que existe agora. Se empurramos com a barriga, quando vamos conseguir o que queremos?

Sugestão: faça uma lista das situações de maior felicidade para você hoje. Faça outra do quer fazer/sentir/viver antes de morrer. Não se engane, você vai morrer. O significado que a sua vida terá até lá, porém, só depende de você.

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