Num momento de ‘exacerbação patriótica’, de acordo com o meu ponto de vista, acredito ser muito interessante questionar o sentido a pergunta “de onde você é?”.

O TED abaixo, da Taiye Selasi, instiga uma reflexão muito interessante. Onde é casa para você? Para mim, parece limitador demais nos prendermos a conceitos inventados e frágeis, como nação e fronteiras. Eu nasci no interior do Paraná, vivi a maior parte da minha vida na capital do estado, morei em São Paulo, Rio, Roma, Guarapuava, Milão, Sinsheim. Mas me sinto em casa em Luang Prabang, Curitiba, Chiang Mai, Assisi, no bairro do Jardim Botânico no Rio, em Ilha Grande, em Goiânia, em Trastevere, em Pirenópolis, em Franca…

Assim como a Taiye, não me considero multinacional, me considero multilocal – de cada vez mais lugares. E quanto mais deles eu conheço menos certezas eu tenho de que o meu jeito de fazer as coisas é que é o correto, ou a corrente política x, ou a religião y ou o formato de relacionamento z.

Nossa casa é o mundo. Nossos ‘adversários’ são humanos com luz e sombras, iguaizinhos a cada um de nós. O recorte que se faz pode transformar um monstro num santo e vice-versa. Mas é apenas um recorte. Não vejo nenhum problema em fazermos recortes, é assim que nos comunicamos. Problema, ao meu ver, é confundirmos o recorde com ‘a verdade’. E, sinceramente, desconfio de quem diz que conhece a verdade.

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