_luc3430 No sábado e no domingo, tive o privilégio de apresentar o I Congresso Internacional de Felicidade. Nem nos mais otimistas dos meus sonhos podia esperar algo tão lindo. Tudo no mais incrível flow. Foi na Opera de Arame, em meio à natureza.

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No palco, Prem Baba, Amit Goswami, Domenico de Masi, Susan Andrews e outros tantos amigos corajosos no compartilhar de seus caminhos. Na plateia, minha família, meus amigos e mais de mil buscadores completamente imersos no presente. Lágrimas, abraços gratuitos, muitos sorrisos, corações imensamente expandidos… talvez sejam esses os sintomas mais explícitos da tal felicidade.

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Muito mais importante que o êxtase dos dois dias, no entanto, é a reverberação. Estou recebendo centenas de mensagens de amigos antigos e novos, dizendo que se conectaram com seus caminhos, que tiveram insights gigantescos e sabem agora por onde começar para serem muito mais felizes – até mesmo aqueles que já se achavam no propósito, revisitaram suas convicções.

As conexões também foram surreais e são praticamente inexplicáveis. Como questionar meu pai, um cara durão, ao me dizer que vai viajar para se engajar no doce trabalho da Susan Andrews? E minha mãe que quase se afogou em lágrimas quando o Baba a olhou, mesmo sem saber quase nada sobre ele? E minha irmã, advogada de carreira e artista de alma, dizendo que o Amit a fez compreender como a criatividade acessa a mente dela.

Como esse evento lindo aconteceu? Da onde surgiu? O Gustavo Arns é o grande louco da história (ele é o cara abraçando a Susan Andrews na foto abaixo). Há alguns meses, o conheci numa festa. Ele estava, então, organizando um tal de I Congresso de Física Quântica, que parecia a coisa mais megalomaníaca e insana às mentes desatentas. Combinamos um almoço. Depois, um café. Ajudei com sugestões e contatos de alguns palestrantes. Aos poucos, me vi dedicando um tempo da agenda que parecia ser coisa da relatividade, porque ‘tempo’, como convencionalmente entendemos, eu não tinha para isso. Por algum motivo, eu que prefiro caminhar sozinha, confiei cegamente no sonho desse cara.
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Algumas semanas mais tarde, surgiu o convite para eu fazer uma condução diferente do evento: integrativa, amarrando bem uma palestra à outra. Uau (pensei), nasci para isso! Na primeira reunião, me choquei ao encontrar amigos antigos, que não via há tempos. E minha primeira fala nesse encontro foi: “Vamos mudar o nome do congresso!”. Ao invés de ouvir um “Ei, você acabou de chegar, quem você pensa que é?”, ouvi: “Qual a sua sugestão?”.

Felicidade. Há anos, esse é o meu propósito diário. O que isso significa? Ser feliz no caminho e não esperar que a felicidade chegue em algum dia, quando algo acontecer. Venho descobrindo nesse processo que quanto mais feliz eu sou, mais inspiro outras pessoas a serem felizes também. Claro que sinto dor, tristeza, frustração, irritação, ansiedade e todos esses sintomas de desconexão, mas quando estou assim penso verdadeiramente que está tudo bem, que vai passar. E é só eu me conectar com isso para já começar a sentir gratidão de novo.

E está aí o ingrediente central da felicidade: gratidão. Como nesse momento é só o que sinto, posso dizer com toda a certeza que este texto foi escrito por alguém feliz.

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