fullsizerender-22Começaram hoje os satsangs do Prem Baba na Índia.
Começaram o quê, Aline?!?

fullsizerender-18Prem Baba é um brasileiro, discípulo de um guru indiano, o Maharaj. Baba tem estimulado pessoas do mundo todo a buscarem o que ele chama de caminho do coração: o despertar do amor a partir da cura das feridas emocionais. Quando eu digo mundo todo, é mundo todo mesmo. Como meu trabalho por aqui tem sido receber quem chega no Welcome Center, posso citar pelo menos 25 países diferentes representados nos dois primeiros dias de inscrição para a temporada dele aqui, que termina apenas no fim de março. Depois disso, ele viaja o mundo fazendo os tais satsangs — encontros com a verdade, em sânscrito — que são palestras envoltas em meditação, música e contemplação.

Por que acompanho o trabalho do Baba e por que decidi passar esse tempo com ele na Índia?
Eu não sigo nenhuma religião, apesar de estudar com gosto muitas delas e admirar algumas. Não vejo A verdade num lugar só e a mistureba faz parte da minha vida: carrego comigo cristais, um arcanjo Miguel, uma japamala birmanesa, tenho um Buda em casa, plantas de limpeza, baguá do feng shui, patuás amazônicos, andinos, indianos, tailandeses, africanos, japoneses, assim como vinhos e cafés igualmente venerados, já que para mim essas bebidas são a felicidade em estado líquido. Bueno, ainda não respondi à minha própria pergunta. Por que o Baba?

fullsizerender-20Respondo contando um pouco do satsang de hoje: Um guru brasileiro, psicólogo, respeitado na Índia, que abre os trabalhos com músicas da Umbanda em homenagem a Iemanjá (hoje é o dia dela), e fala das coisas mais pesadas das nossas vidas arrancando risadas de todos. Ah… e descobri algo importantíssimo sobre ele outro dia: ele bebe café.

O que mais gosto é da simplicidade da mensagem: a resposta é o amor. E amor é o que a gente é, não tem nada fora, tá tudo dentro.

Ótimo, Aline… que legal, mas como fazemos para parar de sofrer e ter uma vida de amor, sendo que há contas a pagar e todas as preocupações cotidianas?
Segundo o Baba, o caminho do amor não é todo florido. Para despertarmos o amor que somos, temos que ser corajosos o bastante para desaprendermos a odiar. Ter coragem de olhar nossos medos, nossos traumas e ir limpando um a um. Perdoar e agradecer pelo aprendizado de cada obstáculo. Perdoar e agradecer todos que nos causaram dor (ôiés). Perdoar e agradecer a nós mesmos pelas cacacas e pela rota que nos trouxe até aqui. A chave desse trabalho está no cultivo do silêncio, na meditação.

Quando trilhamos isso, paramos de nos sabotar (sim, inconsciente, travamos sadicamente as nossas vidas) e ativamos a lei do mínimo esforço, que eu gosto de chamar de flow (meu único deus). As coisas vêm de forma fácil, nos sentimos no lugar certo, com as pessoas certas, fazendo a coisa certa e do jeito certo. Aí vem grana, vem amor, vem felicidade, vem tudo de bom.

Aline, você já tem tudo isso? Ainda não. Tenho bastante trabalho a fazer. Mas (por mais pretenso que isso possa parecer a alguns) não estou longe não.

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