No aeroporto, flores. A casa surpreendente mais cheirosa do que a deixei; amo gente zelosa. Quilos de roupa lavada sob o céu nublado. Lakshmi e Shiva no lugar de maior destaque. Massagem. Cabelo cortado. Pizza. Vinho. Amigos.

A vida é demais. Como pode tanta coisa se passar em ligeiros três meses?! A mente indaga e o coração ri; este sim entende a atemporalidade.

Teve café na Etiópia, teve a agitação de Delhi, a calmaria gelada de Dharamsala, teve casamento deslumbrante em Jaipur, amor à primeira vista por Rishikesh, teve seva, macacos, marida, vacas, rato, moto, sangha, flow, Ganga, kiirtans, ayurveda, tantra, meditação, austeridades, cores, amores, sabores, silêncio, Baba, câmera e ação.

Mudaram as estações e tudo mudou. Meu olhar, meu andar, meu sentar, meu sorrir, meu cantar, meu calar.

Gratidão é a palavra batida que mais se encaixaria ao sentimento que criou este texto. Escolho outra, no entanto, para resumir o que representou a jornada indiana: “Ouvir”.

Ouvi meu coração. Ele canta quando a mente cala. Ouvi e obedeci. Que sinfonia! Que sintonia. Sigo caminhando. Não com o objetivo de chegar. Mas de caminhar. Observando, ouvindo, cantando, compartilhando e sorrindo.

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